Tirando do Baú #7: Dicas de livros: Os melhores livros da vida da Tatiana (So far...) – Parte 2



Pra quem não viu a Parte 1, clique aqui!

Este vídeo foi gravado uma semana depois da primeira parte.

Eu tinha gravado um vídeo só que ficou imenso, estava conformada em dividí-lo em 3 partes, mas, quando fui editar a primeira parte, sabe deus que besteira eu fiz e acabei perdendo o restante do vídeo.

Neste vídeo eu continuo mostrando livros variados que ainda fazem parte da minha lista pessoal de melhores livros da vida.

De Mrs Dallaway a Zeca Camargo, passando pelas minhas coleções preferidas sobre o Rei Artur e os cavaleiros da távola redonda (sim, eu sei, sempre mostro esses livros, mas eles são fantásticos, fazer o que?).  Aqui, eu conto também de onde o Bernard Cornwell tirou a ideia para escrever sua trilogia “As Crônicas de Artur”.

Cem anos de Solidão aparece aqui, também, como não poderia deixar de ser. As Meninas, da Lygia Fagundes Telles, A Sangue Frio , do Truman Capote (e eu pronunciei errado o título do filme “Infamous” – o correto é “Ín-famous”, sendo o “ a” um “schwa” – estudantes de fonética me entendem...).

Reparação está aqui, também, e aqui eu comento que a estória do livro e a escrita do Ian McEwan neste livro, específicamente, me lembraram Jane Austen – e não, eu nunca li nenhum livro da JA inteiro. Shame on me. Meu Emma foi abandonado quase no final (bem na época do vestibular, e lá se vão mais de dez anos e eu ainda não retomei); Razão e Sensibilidade só foi lido em adaptação para cursos de inglês e Persuasão, não passei do primeiro capítulo. Não por serem ruins, muito pelo contrário – ainda quero ler seus 4 livros, um atrás do outro, com calma e dedicação.

Volto depois com a Parte 3!

;)

8 comentários:

  1. Não li muitos da Jane Austen também, mas Emma eu acho uma delícia. Eu vi primeiro a mini-serie com a Romola Garai e o Johny Lee Miller (que captou primorosamente o espírito do livro, super recomendo) e não sosseguei enquanto não li o livro. Aguardo o dia (ou mês) que você terá condições de ler JA para poder comentar ^^.

    Eu vejo as suas listas de preferências e sempre fico estimulada em tentar algo novo. Só tenho a agradecer você por isso.
    E neste dia, imbuída do espírito natalino, deixe-me dizer obrigada por você existir no meu universo literário. Cada vídeo seu me faz uma leitora mais feliz.

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  2. Tati, faz um novo vídeo com novas dicas

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  3. Estou vendo seus vídeos aos poucos e estou adorando. Nestes primeiros vídeos você parecia um pouco tímida, mas as dicas são muito boas. E o mais engraçado é que seu gosto literário é um pouco diferente do meu, mas quem gosta de ler adora falar e ouvir falar sobre livros. Parabéns pelos vídeos!

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  4. Nosso gosto literário não é muito parecido, mas adoro ver seus vídeos, pois quem tem paixão por leitura adora ouvir e falar sobre livros. Ontem vi um vídeo em que você apontava a questão de quem possui propriedade para falar sobre livros. Acredito que qualquer leitor tem propriedade para comentar sobre o que leu, afinal, nós leitores somos os clientes dos escritores e como diz aquele velho ditado, "o cliente sempre tem razão". Portanto, se alguém questionar seus vídeos, ignore.

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  5. gostei muito do seu vídeo como sempre gosto de todos
    beijos
    livro-azul.blogspot.com.br

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  6. Tatiana,

    Acabei de ver seu vídeo sobre os quadrinhos lidos em janeiro e tenho reparado em algo que me fez querer entrar em contato com você.
    Conforme você disse, existe uma forte objetificação de mulheres em mangás voltados para o público masculino. Isso não acontece só em em gêneros como o seguido por Love Hina.
    No entanto, como já lhe informaram, existem gêneros voltados para mulheres, conhecidos como shoujo e josei. Acredito que você não saiba, mas o Japão é o país com a maior produção de quadrinhos feitos de mulheres para mulheres.
    O shoujo mangá tem uma história curiosa. Ele era feito por homens para mulheres. Em um país com índices de desigualdade entre homens e mulheres altos ainda hoje (o Japão pontua baixo em índices de igualdade de gênero), algumas mulheres japonesas viram na produção de quadrinhos um bom meio de se inserir no mercado de trabalho, já que elas poderiam ganhar o mesmo que os homens pela mesma quantidade de trabalho. Isso atrelado ao fato de que elas consideravam a representação que tinham nos quadrinhos muito pautada pela visão masculina, fez com que se esforçassem para produzir algo que refletisse sua própria visão de mundo (seus medos, inseguranças etc).

    O primeiro grupo a fazer isso, o que abriu o caminho para que outras mulheres conseguissem seguir essa estrada, foi chamado de Grupo de 24 da Era Showa (1949):

    http://en.wikipedia.org/wiki/Year_24_Group

    Essas mulheres usaram o gênero do Romance de Formação e revolucionaram o shoujo mangá tanto na parte gráfica (criando padrões para o gênero que estavam fazendo que fossem diferentes do que era feito até então) quanto na história, com temas que discutissem psicologia, gênero, sexualidade, história, dentre outras coisas.
    Um fato curioso: umas dessas autoras, Riyoko Ikeda, criou um mangá chamado Rosa de Versalhes. Esse foi o primeiro shoujo mangá histórico feito no Japão. Quando ela apresentou a ideia para o editor, ele disse que não iria publicá-la porque mulheres não se interessam por essas coisas (leia-se: história é coisa de homens). A autora insistiu e o resultado foi que o mangá foi um sucesso e se tornou um clássico dos mangás, de todos os gêneros. Muitos dos mangás produzidos na década de 70 refletem as discussões feministas do período. Vale muito a pena procurar informações sobre isso.
    Até hoje mangás para mulheres são produzidos e fazem sucesso. Desde histórias infantis até mangás para mulheres adultas. Acredito que muitos deles ainda discutam questões de gênero, em maior ou menor grau, mas não posso afirmar pois o conhecimento limitado da língua me impede de saber mais sobre isso.

    Um mangá contemporâneo que fala sobre gênero e que possa lhe interessar chama Ōoku, da Fumi Yoshinaga. Ele é publicado nos EUA e é possível conseguir pela Livraria Cultura.
    http://en.wikipedia.org/wiki/%C5%8Coku:_The_Inner_Chambers

    Do Grupo de 24, sei que foi publicado ano passado um volume único chamado The Heart of Thomas de Hagio Moto.
    http://en.wikipedia.org/wiki/Thomas_no_Shinz%C5%8D

    No Brasil, o que conheço de histórias produzidas por mulheres que gosto muito são Honey & Clover (Panini), Paradise Kiss (Conrad). Sunadokei (Panini) também parece interessante, mas nunca li. E tem Nana, um dos mangás shoujo mais vendidos do mundo, lançado aqui pela JBC, mas não sei se você gostaria da história.

    Enfim, escrevi tudo isso para que você não tome a representação de mulheres nos mangás pelo que leu até agora. Além de serem todos voltados para o público masculino, eles refletem a visão de um país que ainda precisa melhorar muito o modo que vê as diferenças entre sexos. Mas existem contrapontos. Os que apontei acima são só alguns exemplos. E acredito que valha a pena lê-los, ainda que precise comprar.

    Não chego nem perto de ser a melhor pessoa para falar sobre esse assunto, pois sei muito pouco, mas queria mostrar esse outro lado da história para que você pudesse ler outras coisas em mangá que não essa visão de alguns homens japoneses.

    Desculpe caso tenha causado algum transtorno.
    Atenciosamente,
    Luiz

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  7. Este comentário foi removido pelo autor.

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