Livro do dia #5: The Perks of Being a Wallflower (Stephen Chbosky, 1999)





YA escrito no final dos anos 90 sobre adolescentes no início dos anos 90.

Só essa informação já me fez ficar interessada neste livro (haja vista que essa que vos escreve foi adolescente durante os anos 90;)

Além disso, tem o fato do livro ser composto por cartas endereçadas a um “amigo” desconhecido, o que nos dá a nítida impressão de que as cartas estão sendo direcionadas a nós mesmos, os leitores.

Minha única (e grande ) ressalva: o fato desse livro esteriotipar o “wallflower”.  O livro vai bem até o momento em que o autor resolve “explicar” por que o garoto que escreve as cartas é como é.

Eu, como boa “wallflower” que sou (e não, tradutor querido, eu não sou “invisível”!!!), achei aquilo de extremo mal gosto. Quem já leu, sabe do que estou falando. E quem não leu ainda, caso não seja um “wallflower”, não precisa olhar seu amiguinho mais calado e observador com dó, não. 

‘Tá tudo bem ;)

33 comentários:

  1. Esse livro é incrível! Um dos melhores Y.A. que já li. Gosto tanto da ideia de "we're infinite".. :-) Um livro leve e com uma história pra lá de comovente. Gostei :D

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    1. Ok, Giovanna, compreendo porque tanta gente amou esse livro ;)
      só fiquei um pouco decepcionada :/
      bjo!

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    2. Você assistiu ao filme? Porque aí sim entenderia sua decepção! hahahaha Achei mais bem feito! Mas a história do Charliezinho me encantou demais, demais, demais :)

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    3. Eu também super me decepcionei com o livro! O autor querendo enfiar no enredo todo e qualquer tipo de abuso tornou a história tão superficial e tão pouco crível que me irritou. Isto tudo e ainda a narração do charlie, demasiado simplória para coisas tão profundas...

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  2. Oi Tatiana,

    Gostei do que disse sobre a forma como o livro trata o "wallflower". Também achei meio chato o que o autor fez. Até porque sempre fui meio wallflower e, nem por isso, passei pelas situações pelas quais o Charlie passou. Li em inglês, e fico com pena de quem teve que ler em português; me disseram que a tradução é meio infeliz. Como se toda pessoa meio caladinha fosse invisível, né? Credo!

    Uma coisa que gostei muito na leitura foi a quantidade de referências à cultura pop. ;)
    Já assistiu ao filme? Ficou bem interessante.

    Desculpe o comentário longo, mas vou aproveitar para te dizer que adoro o seu canal no Youtube!Assisto sempre para descobrir novos livros para a minha lista de leitura! Obrigada :)

    Beijos e boa semana para você.

    Michelle

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    1. Pois é, Michelle, *SPOILER!!!*, além de "invisível", o cara deixa implícito que o wallflower de hoje passou por abusos ou problemas tão graves quanto este, na infância... ah, vá!?

      mas como disse no post, esse foi u único ponto que me incomodou (bastante). as referencias a cultura pop são realmente bacanas(nao é a toa que esse livro foi subsidiado pela MTV ;)
      vi o filme e gostei mais do filme do que do livro...
      bjo, brigada, por comentar ;)

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  3. Tati, li e resenhei esse livro esse ano, além de ter assistindo ao filme.
    Sinceramente, devorei o livro, mas não me senti dentro da história.
    Li em português e vi muita gente criticando a tradução, mas nem sei se foi isso.

    Primeiro que não consegui me identificar com quase nada das coisas que acontecem na trama, nenhum dos sentimentos.

    Depois que a justificativa do autor também não me convenceu. Quando o professor diz para ele que ele é especial e muito inteligente, eu já tava imaginando uma síndrome de Asperger [acho que fui longe]. Porque você precisa admitir que, além de ser calado e observador, o Charlie tem uns momentos 'problemas', de comportamentos 'incomuns'.

    Me emocionei com o livro, mas não me senti infinita. Fiquei apenas pensando que tô cheia de problemas e preciso colocar minha vida na linha ... ;D

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  4. Poxa, que bom que alguém além de mim se decepcionou com o livro. Eu gostei muito mais do filme, o que não eh muito comum, normalmente os filmes ficam aquém dos livros. Um ponto de me irritava, foi a falta de noção/ingenuidade excessiva do Charlie, parecia mais uma criança de 10 anos.

    Bjos Tati, adoro seus vídeos :)

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    1. Exatamente! No começo achei que o Charlie era um excessivamente ingênuo... Adolescente de 15 agindo como uma criança de 10 aninhos, ou menos! Mesmo sendo um wallflower, certas coisas não se explicam só com timidez e introspecção. Mas no final, achei que explicaram bem o problema dele, até gostei mais do final do que do resto do livro! :P

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    2. É por isso que pensei desde o início que ele poderia ser aspie.

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  5. Sabe o que achei legal? Os livros que o Charlie lê ao longo da história. Eu fui anotando tudo pra ler depois, fiquei curiosa pra saber se o prof. estava querendo passar uma mensagem pro Charlie além de fazer o aluno ler coisas mais interessantes.
    Eu tive uma professora que era assim comigo. Ela mandava a sala ler umas coisas, tipo, Harry Potter (qdo eu estava no colegial) e me passava esses trabalhos extras que o Charlie fazia. Li Apanhador no Campo de Centeio e Gatsby neste mesmo esquema do Charlie.

    Achei o livro beeeeeeeeeeeeem sucinto. No final, tive que ler duas vezes pra saber se era mesmo aquilo que eu tinha entendido hahaha. Poxa, achei bonitinho! O Patrick tbm que gracinha. Preciso ver o filme agora. Achei um livro ok. Mas na época que saiu o filme, o povo tava falando demais mas não achei TUDO ISSO. Achei uma leitura refrescante e que a gente precisa ficar atenta aos detalhes, senão as coisas se perdem. Emprestei o livro para alguns colegas de trabalho e nenhum deles entendeu qual era o problema do Charlie hahaha

    See ya!

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  6. Desde que conheci seu blog e seu canal no youtube não visito outro.
    Adorei o livro, mas vi o filme antes, e quase não tinha ouvido falar sobre ele, então não me decepcionei.

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  7. Oi Tati, sim essa explicação do porque "wallflower" também ñ me agradou, na vdd meio q me decepcionou msm, como se o fato de ter essa caraterística fosse impossível ser normal/natural, como se precisava de algo "muito" ruim p ter sentido, blé.
    O que me fez menos infeliz c o livro foram as referencias de cultura pop! Fiz um post no meu blog sobre o msm assunto.
    Beijos!
    http://meudinotavio.blogspot.com.br/2013/01/as-vantagens-de-ser-invisivel-stephen.html?m=1

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  8. Oi Tatiana,tudo bão?
    Então, achei o livro um tantinho melancólico e depressivo demais (é claro, tirando a parte em que isso realmente se explica), mas durante o livro todo, o leitor o enxerga apenas como um menino tímido e solitário, o que pode dar a errada impressão de que ser um "wallflower" é ser triste ou traumatizado, e é aí que concordo contigo. Ser uma wallflower no meu caso não me trouxe nenhum desses problemas de solidão, conseguimos nos relacionar com uma mínima parcela de pessoas, mas não somos infelizes por isso, encontramos um jeito de nos adaptar à nossa condição. No fim das contas ser um wallflower é ter uma visão única e própria de ver as coisas, sem influências externas ;}

    Beijo e boa semana ;D

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  9. Não tinha pensando nesse aspecto... de associar a introspecção com problema sofrido na infância (tão grave, como no caso do Charlie). Mas ao mesmo tempo, acho que explicou bem o porquê dele ser daquele jeito. Não a timidez, mas os ataques tb! E o Charlie não era só tímido e calado. Ele era extremamente ingênuo pra idade dele (15 agindo como se tivesse 11 anos, ou menos)! Essa ingenuidade chegou a me incomodar no decorrer do livro. Não parecia normal mesmo pra alguém tão tímido. Mas no final, até entendi. Acho que o resto do livro fez mais sentido depois de descobrirmos o que ele passou!

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  10. Descobri seu vlog há pouco tempo e to vendo os vídeos antigos primeiro, e vi que você gosta de The Vampire Diaries *grita* Queria saber se você é Team Damon ou Team Stefan, hahaha.
    E eu comprei esse livro faz um tempinho (se arrependimento matasse estaria morta, queria ter lido primeiro e só depois assistido o filme, mas enfim), ainda não li, estou lendo outros na frente, mas com certeza irei ler!

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  11. Amo amo amo esse livro *-*
    Foi um livro que me emocionou bastante,e tenho muiiitos quotes favoritos nesse livro.

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  12. Achei o final surpreendente. Particularmente, gostei bastante.
    Você já leu Stieg Larsson - Trilogia Millennium? Sou viciada nos seus vídeos, e nunca te vi comentar sobre eles.
    Obrigada, beijão.

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  13. Eu particularmente gostei bastante do livro. Claro que é um Y.A bobinho, mas o final é surpreendente.
    Você já leu Stieg Larsson - Trilogia Millennium? Adoro seus vídeos e nunca te ouvi falar deles..
    Obrigada, beijáo.

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  14. Oi, Tatiana. Então... acabei de ler um livro que lembrei de você. Como você disse que conhecia poucos livros de cartas, aí vai a dica: O Tigre Branco. Ele é um romance em forma de cartas. As cartas são tão longas que, muitas vezes, esquecemos que são cartas. Mas gostei bastante do livro. Se você chegar a ler e gostar (ou já leu), espero uma resenha para comparar com as minhas impressões. Beijão

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  15. A pergunta é: E por que não um vídeo sobre esse livro?
    abraço!

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    1. porque não gostei do livro e acho que já tem gente demais enchendo a bola desse livro meia-boca e estereotipador.

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    2. ah entendo! eu não acabei de ler ele ainda então não sei como termina :s é que adoro seus videos tanto os de series como os de livros são bons :)

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  16. Tatiana, sabe que eu li esse livro e amei a premissa, justamente porque eu também sou um 'wallflower'. E nunca tinha pensado nesse aspecto estereotipador do autor, não consegui perceber essa intenção .. Agora se vai me fazer reler o livro hahaha. Será que o Charlie não era muito mais que um wallflower? Era ingenuo e dramático demais?! To realmente na dúvida agora, talvez fosse as duas ultimas coisas que indicavam a tal coisa que ele sofreu .. Beijão, sou teu fã!

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  17. Este comentário foi removido pelo autor.

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  18. Tatiana, li o livro duas vezes e confesso que do gênero ele é um dos meus preferidos, mas fiquei decepcionada ao descobrir sobre o passado do Charlie , não sei se decepcionada seria a palavra certa, mas fiquei boquiaberta, eu não esperava isso, no começo do livro eu achava que ele era apenas ingênuo.
    O filme foi uma adaptação bem legal,dá para entender tudo bem mais
    " na cara" do que lendo o livro
    A cultura pop presente no livro é realmente demais,estou de pleno acordo ;)
    O comentário ficou gigante , mas tudo bem haha , beijos

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  19. Tatiana qual o nome do livro e o autor q vc mencionou naquele seu video 'livros e contos de horror' q vc falou q era emprestado, q era uma menina muito estranha q ficava na escadaria de um predio?
    eu procurei online mais não consegui encontrar... Qual o nome e o autor do livro?

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  20. Não achei que a explicação do motivo de o Charlie ser um "wallflower" buscasse estereotipar pessoas em uma mesma situação. Na realidade, a impressão que dá é que o Charlie é um caso particular, tanto, que o que lhe aconteceu não parece traumatizá-lo, como que se ele fosse ser um "wallflower" mesmo sem o "tal do motivo".

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  21. Obrigada pela opinião ,Tatiana.Excluindo o ebook do meu Kobo ....

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  22. Oi Taty ,eu li esse livro em português e posso te certificar que é muito bom....porém não li em inglês...por os isso não posso diferenciar ambos...eu achei o fato de ser o ´´invisível`` uma filosofia que nos mostra que por mais que conhecemos as pessoas em que convivemos sempre a alguém inesquecível por trás das pessoas quietas...enfim eu acho que nos mostra uma lição de vida do personagem principal....por toda a sua história e também pelo final do livro que pra mim foi uma grande revelação,o filme devo confessar que também é muito bom....:) mas adoro o seu canal e gosto de suas opiniões mesmo que opostas as minhas são muito interessantes pra sabermos mais e mais sobre vários livros!!Continue nos dando esse prestígio de leituras novas...Obrigada Julia...:)

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  23. Olá!
    Já tinha visto alguns poucos vídeos de seu canal, mas só hoje descobri seu site,que por sinal é tão bom quanto seu canal.
    Não sou muito de comentar as postagens, mas não resisti em deixar minha opinião sobre esse livro aqui. Na verdade acho que precisava deixar minha opinião sobre ele em algum lugar.
    Eu gostei bastante de "As Vantagens de Ser Invisível", como não li em inglês não sei dizer se a versão em português foi mesmo meio ruim.
    Concordamos no ponto de que as referências da cultura pop foram ótimas, mas ao contrário de você não enxerguei essa coisa de o autor ter "estereotipado" o conceito de wallflower. Para mim o Charlie é um wallflower que passou por certos problemas, e não são os problemas que o tornaram um wallflower. Inclusive quando o Patrick vai dizer o porquê de o Charlie ser invisível ele diz apenas que é porque ele vê as coisas, guarda silêncio sobre elas e compreende. Penso então, que assim como a ingenuidade, ser um wallflower são traços da personalidade do Charlie, uma pessoa que teve certos problemas.
    Enfim, me identifiquei muito com o livro, apesar de não ter passado por problemas como os do Charlie. Mas ele se sente como eu me sinto às vezes e bom, eu também me considero uma wallflower, e meu livro tem vários marcadores sinalizando frases que são a minha cara ou me agradaram.
    Talvez eu tenha reagido tão bem ao livro porque no momento em que o li estava meio melancólica, então acho que eu e a história estávamos na mesma vibração.
    Sei que esse comentário ficou um pouco extenso para a quantidade de coisas que eu disse, mas não deu pra ser sucinta.
    E saiba que eu não achei ruim você ter essa opinião, não sou daquelas pessoas que se sente pessoalmente atacada quando criticam algo que elas gostam. Entendo que um mesmo livro causa reações e gera opiniões diferentes nas pessoas, pois as pessoas são diferentes.
    Deixo aqui um abraço.

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  24. Comentando atrasada... rsrs... Li o livro em algumas horas ontem, só por ter gostado do filme. Tradução péssima em pdf, mas enfim. Cheguei aqui fuçando seus vídeos antigos. Não achei o livro decepcionante. Na verdade desde o começo me identifiquei com o Charlie, pois também sou "wallflower", só pra mim ele demonstrou já no primeiro capítulo que não era. O jeito de narrar os fatos era de alguém com problemas mentais mesmo. Pensei na síndrome de Asperger. Ele demonstra algumas características. Mas o livro não me impressionou não. Achei morno.

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