painkillers - o que a pessoa sensata nao deve fazer quando tomá-los

Hoje eu tive um dente do siso extraído.

E como toda vez que tomo grandes quantidades de painkillers, fiz besteira.

1 - entrei na Ultrafarma pela saída
2 - comprei tinta vermelha pros cabelos... (tou aqui olhando pra essa caixa de Koleston, sem entender nada...  porque eu comprei isso?rs... WTF?
3 - fiquei na fila errada no terminal de ônibus (mas percebi a tempo de pegar o ônibus certo! )
4 - entrei no mercado pra comprar sorvete e saí com iogurte... Activia de morango, craro
5 - achei que era uma idéia incrível fazer um vídeo sobre minha incapacidade de manter redes sociais alive and kicking que quando fui ver, já devidamente enviado e editado no youtube, depois de ter respondido uns 30 comentários, vi que tava com uma puta cara de "Me Add!!!", hahahah (e eu só queria explicar pra galera que nao é maldade nao receber todo mundo nas redes que têem meu perfil, mas sim a preguiça monstra que toma conta do meu ser e que faz a graça de manter qualquer página termine assim que coloco o perfil no ar...
6- aí a dotôra disse assim: "não pode fazer bochecho hoje,só amanhã" - e o quê que eu fiz? tu já adivinhou? realiza o estrago? sabe quando desenho animado se machuca e ve estrelinhas? entao,rs...

ai, olha, adicionei todo-mundo que me adicionou, mesmo quem nao tinha se identificado (entao serviu pra absolutamente nada o video, perceba, rs) - sejam bonzinhos, sim?

ou Baby Jane puxará seus pezitos à noite...

(Muá-ha-ha)

tá, efeito de analgésicos devidamente se esvaindo do corpo da pessoa, a razão paulatinamente tomando seu lugar de direito, venho por meio deste post dizer que

Gente, o Blog/Canal tem página no Feici! quem quiser entrar em contato comigo e nao gostar de caixa de msgs de blogs/ tuba, nem de e-mail (ele tá ali do lado, ó/ )pode mandar msg por lá, sim?

beijo pra todo mundo ;)

Você Também.




Uma das coisas mais legais do nome de uma das minhas bandas preferidas é o fato de poder ter 3 leituras diferentes:

1 – you too
2 – you two
3 – U2 (modelo d’um avião de guerra, ou coisa que o valha)

Gosto mais do primeiro significado – acho que essa coisa de inclusão, de que você também faz parte, de que você também pode fazer o que eles fazem, de que você também pode montar uma banda de pós-punk, você também pode tocar no Red Rocks, você também pode criar um alter ego com jaqueta de couro e óculos escuros e falar quanta bobagem quiser, você também pode imitar o Village People, você também pode se reinventar, você também pode prestar mais atenção ao seu redor e outras mil coisas, porque afinal de contas,

“We can break through,
Though turn in two,
We can be one.”

Ter uma banda preferida, eu imagino, deve ser bem parecido a escolher o seu time de futebol – o fato de eu ter 4, 5 bandas preferidas e mais uma escadinha de milhares de degrauzinhos pra outras bandas que eu gosto talvez seja um dos motivos  pra que eu não goste de futebol (jamais conseguiria escolher um time só – ainda bem que não gosto nem um pouco do esporte ;)

U2 é uma das bandas mais legais de todos os tempos.

No topo da escadinha, U2 divide espaço com R.E.M, Legião Urbana, Genesis,  Fleetwood Mac e Doves. Mas preciso confessar que na esmagadora maioria das vezes, R.E.M. estica o pescoço e ganha de todas.
Logo na sequencia, num degrauzi nho um pouco mais baixo, estão as bandas escocessas mais fofas desse mundo (Belle&Sebastian, Travis,  Teenage Fanclub) ,  Beatles, Joy Division/New Order e Depeche Mode;  e logo mais um tiquinho pra baixo estão todas as outras bandas que eu gosto, numa distribuição de amor em partes iguais ;)

Mas U2 ganha em vários quesitos – maior número de CDs na coleção, maior número de DVDs da coleção (quesito show/documentário/ coletanea de videos), maior número de idas a shows.
No post em que falei sobre minha relação com a música, disse que meus gostos musicais foram fortemente influenciados pelos gostos das minhas irmãs mais velhas.

(e sempre me lembro da única música da Adriana Calcanhoto que adoro, a Esquadros, quando ela diz “Eu presto muita atenção ao que o meu irmão ouve”  ;)

Bem, elas também gostavam muito do U2;)

Então eu gostava tanto de “Angel of Harlem” quanto de “Eduardo e Môniuca”, por exemplo.

Gotava tanto do clipe de “I still haven´t found what I´m looking for” quanto do divertidíssimo “Land of Confusion” do Genesis (o primeiro mostrava essa banda simpática andando no meio do povo numa calçada de Las Vegas interagindo com as pessoas todas, o segundo era uma animação excelente ,  pra se ter idéia ;)

Um belo dia minhas irmãs alugaram a fita (oi, Video Cassete!) do Rattle and Hum, e eu lembro de ter achado tudo o máximo – principalmente o videoclipe da All I want is you (aquele com o anão de circo e seu fim trágico). Eu devia ter uns 7 anos, e o Rattle & Hum fez o estrago.

Cheguei a comentar num outro post que o primeiro CD comprado pra testar nosso primeiro CD player foi o R&H – meu disco preferido de todos os tempos até hoje.

O disco abre com uma cover dos Beatles,  a Helter Skelter, que só muitos anos depois fui entender o que o Bono diz logo na introdução (“This song Charles Manson stole from The Beatles – we´re stealing it back” ).
Minha mãe sabia quem era o Charles Manson – no verão de 69 ele mandou seus seguidores matarem a Sharon Tate, esposa do diretor de cinema Roman Polanski na época. Ela estava grávida. Minha mãe me contou essa história quando vimos O Bebê de Rosemary na tevê. Ela achava que aquelas coisas horríveis tinham acontecido com a Sharon Tate porque o marido estava fazendo um filme sobre o demo. – mas e daí? Como assim o assassino da ST roubou uma música dos Beatles?

Aparentemente, o seu Manson gravou uma cover nao-autorizada dessa música dos Beatles.
De volta ao R&H, o disco já começa com tudo isso de informação,  tem mais uma cover excelente dessa vez do Bob Dilan  e sua All Along the Watchtower (que Dave Matthews fez o favor de estragar pra sempre), tem versões ao vivo excelentes de I still haven´t found, Pride (aqui com o subtitulo de In The Name of love, já que todo mundo falava errado o nome da música,  e a melhor versao ao vivo de todas da Bullet the Blue Sky. Além de tudo isso, o disco ainda traz músicas inéditas compo Desire (nunca vou esquecer da Daniela Mercury sendo entrevistada no show do U2 cantando “Gloria’ em vez de “desire” na letra da música...), Angel of Harlem, All I want is you e a melhor de todas, a música mais bonita do U2 na humilde opinião dessa pessoa, que é a Heartland (e Larry Mullen Jr visitando emocionado Grace Land, casa de Elvis ao som de Heartland no documentário nao tem preço).

Eu poderia passar horas escrevendo o quanto esse disco é bom e você ainda não teria idéia disso.  É o tipo de disco que eu adoraria nunca ter ouvido só pra poder ouvi-lo pela primeira vez de novo ;)

Na adolescencia, aos poucos fui adquirindo os outros CDs da banda. Vieram outros preferidos como o Under a Blood Red Sky (mais um ao vivo ;), o Joshua Tree,  as coletâneas com tiragem limitada e numerada.

E o Achtung Baby que eu praticamente ouvi até furar.

O Achtung Baby foi um disco muito diferente de tudo o que eu já tinha ouvido até entao.

Em 1991 eu tinha 9 anos.

A gente já tinha antenas UHF em casa e já éramos viciadas em MTV.

E  MTV era a coisa mais legal do mundo no começo dos anos 90 (1995 foi o ano do primeiro MTV Music  Awards Brasil, e a MTV ficou uma merda desde então, e aparentemente para todo o sempre).
Meus programas preferidos eram o Clásscicos MTV (meia horinha diária de videoclipes muito velhos, de verdade), Pé da Letra (10 minutinhos de puro amor – 1 videoclipe com a letra traduzida e outro com a letra em inglês – no dia seguinte, a tradução do clipe em ingles do dia anterior, e assim por diante), Gás Total (só porque Gastão Moreira era engraçado ), Check in (onde as bandas escolhiam seus clipes preferidos – e onde Robert Plant e Jimmy Page escolheram Fall on me do REM como música preferida e eu vou lembrar disso pra sempre, porque minha música preferida do REM também é a Fall on me ;)Top 10, todo santo dia com a Astrid, Lado B do Fábio Massari (domingo a noite com muito Blur, Weezer, Buffalo Tom, etc,etc,etc;) e o Ponto Zero.

No Ponto zero eles lançavam os videoclipes novos da semana.

Quando bandas grandes faziam suas estréias, a semana inteira era recheada de especiais (videoclipes, entrevistas, documentarios, you name it! Tinha de tudo)

Quando The Fly estreou na MTV ele passava de hora em hora, e asim que voltei  da escola, até a hora de dormir, eu devo te-lo visto no minimo umas 4 vezes ;)

Lembro que minha irmã do meio era mais fã de U2 que todas, mas a mais velha era quem comprava os discos. Não demorou pra termos o vinil do Achtung Baby. Minha música preferida era  Mysterious Ways ;)
One tocou demais no rádio.

Nunca  gostei  de One (só da ponte “you ask me to enter, but then you make me crawl –and I can´t be holding on to what you´ve got, when all you´ve got is hurt…” ) – acho bonito (e verdade.)

Assistindo ao From Sky Down, documentário que saiu no ano passado sobre a gravação desse disco, entendi a mudança radical do Rattle and Hum pro Achtung Baby – tem a ver com o fracasso do R&H – documentário.

Eu adoro, e não conheço um fã da banda que não goste.

Mas o que era pra ser um relato divertido da primeira grande turnê da banda nos EUA, em meados dos anos 80, todos eles nos seus  vinte e poucos anos, visitando bares de blues e jazz, aprendendo a tocar blues com o BB King, não sabendo o que dizer na frente dos reporteres,foi totalmente mal-compreendido – aparentemente os americanos entenderam que o U2  estava querendo mostrar pra eles como é que se toca sua música típica (ó, é assim que se toca blues!), que “fingir” nao saber o que dizer em entrevistas não é fofinho e sim falta de consideração.

Voltaram pra Irlanda (pra casa) e quando lá chegaram, ninguém mais estava nem aí pra eles (U2 –who? Quem voces pensam que sao?)

Tiraram férias forçadas e só anos depois se juntaram pra gravar outro disco. Foram pra Berlin bem no meio da queda do muro, e gravaram, aos trancos e barrancos, um nao suportando mais olhar pra cara do outro, um disco excelente com influencia de industrial rock, de new order e depeche mode (e mais todas as outras bandas de Manchester), pariram uma One que falava exatamente desse momento de “we are one, but we´re not the same, we´ve got to carry each other”  e que se foda e virou tão somente  musiquinha romantica que pessoas masculinas oferecem  pra namorada, rs... adooooro essas coisas, essas misinterpretations de letras de músicas,rs.

Enquanto escrevo esse post interminável  sobre U2 estou ouvindo ao DVD da turnê Zoo Station (digo “ouvindo ao DVD” porque a tevê está ali ligada, mas estou aqui digitanto), e está tocando Where the Streets Have no Name, que na minha opinião é a obra prima ;)

Mas e aí, o que aconteceu com os megalomaníacos do Rattle and Hum? Aproveitaram a mudança no som pra mudarem de persona – é só olhar pra eles nos videos das músicas do Achtung Baby, ou ver o clipe da Lemon do Zooropa. Já que todo mundo achava que eles se sentiam Os superstars, eles agiriam como tal ;)

“Well the God I know isn´t short on cash, Mr. “ (Bullet the blue sky, R&H)

A próxima bobagem que diriam sobre eles, sobre o Bono na verdade, é que ele quer ser djisus, madre teresa de calcutá ou coisa parecida. O que cai naquela minha velha opinião que serve pra quase tudo nessa vida de que “mêo, cê tem uma banda gigante dessas, faz o que você quiser com ela! Quer falar de política vai lá e fala! Quer criar uma ONG, vai lá e cria! Quer ajudar as criancinhas da África? Vai lá e ajuda, o problema é seu!” . Agora se voce nao tem uma banda do tamanho do U2, e não faz porra nenhuma pra ajudar o próximo, cê tá  falando o quê do Bono?

“Todo show é a mesma coisa, o cara puxa uma menina pra dançar com ele no palco”  - entao, quando voce tiver sua banda, voce faz assim, nao puxa nenhuma menina pra dançar com voce no palco.
“Pô, eles já tão velhos e caquéticos, deviam parar de fazer essas bostas de discos”, entao, quando vc tiver sua banda e estiver velho caquético, vá jogar bocha, sim?

Fico irritada com essas coisas. Quer falar mal do All that you can´t leave behind “nhé”! deles(apesar da incríovel Beautiful Day...),  eu até ajudo, mas fico puta quando falam bobagem sem cabimento das bandas (ou de qualquer outra coisa) que eu gusto.

Top 10

(que fique bem claro que como todos os top 10, ou 5, que eu faço, se vc me perguntar daqui a 15 minutos, eu posso mudar de ideia e trocar tudo.)

1 – Where the streets have no name
2 – Heartland
3 – Acrobat
4 – Party Girl (versao ao vivo do under a blood red sky)
5 – Running to stand still
6 – All I want is you
7 – Beautiful Day
8 – Dancing Barefoot
9 – The ground beneath her feet
10 – Zooropa / Lemon (nao consegui decider entre as duas)

(será que o Bono ainda consegue cantar Lemon?)

“you´ve got the right shoes to get you through the night”

Tive a chance de ver U2 ao vivo duas vezes – a primeira em 2006 ( “nossa festinha particular” segundo Bono (o único show no /brasil que nao seria transmitido por tv ou internet), cujo momento alto pra mim foi ter sido encerrado com “40” (quinem o Under a Blood Red sky que eu passei a vida ouvindo ;) e no ano passado, bem no dia em que U2 bateria o recorde de público, e bem perto do aniversário de 20 anos do Achtung Baby, portanto o show foi recheado de músicas desse disco ;) (momento alto – Zooropa ao vivo ;)

Nesse ultimo, pra voltar pra casa foi um perrengue só. A organização inteligente das redondezas do estádio do Morumbi fez o favor de fechar todas as ruas. Não tinha táxi. Não tinha ônibus. Não lembro por quanto tempo a gente teve que andar até achar um taxi (na verdade, roubamos o táxi de alguém, mas né, a necessidade faz o sapo pular ). Ainda bem que eu tava de tenis ;)

Em 2012 eles devem lançar um disco novo com ajuda de gentes como Dadid Guetta e Wil.I.Am.

Quero morrer.

Mas fã é fã, vai ter sempre alguma coisa alí pra fazer a gente gostar do disco seja lá quem produziu.

;)

Eu tenho vergonha alheia

e você?

eu sou daquelas que baixa a cabeça, olha pras unhas, olha pra janela, tenta fazer contato visual pra ver se mais alguém tá sofrendo de vergonha alheia, também (sempre tem!;), quero morrreeeeeeeeerr, finjo que estou com tosse pra ver se a pessoa pára de fazer/falar merda... uma belezura...

tenho vergonha alheia cinematográfica, também - sabe aquela cena em que pegam o personagem x fazendo merda, bem na hora? se estou sozinha, vou escorregando no assento, até nao conseguir mais ver a tela. se estou acompanhada, enfio a cara no braço da pessoa do meu lado.

e tem também a vergonha alheia televisiva - essa eu fico bem a vontade pra soltar um "ai caralho!", daqueles que saem bem rápido,sabe? rs entao, eu troco de canal até acabar a cena.

e tem a vergonha alheia youtubesca, que, né, além da minha auto-vergonha toda vez que amigo/aluno/colega de trabalho descobre meu canal me faz ficar vermelha na hora, suar frio, e querer que a minha mãe me ligue AGORA! seguida pela vontade incrível de me transformar numa ema, mas bem,  tem também a vergonha alheia que me faz ver videos pela metade, ou pulando trechos, ou desistindo dessa vida e ir ver o filme do Pelé.

mas repare bem na sensação física da vergonha alheia: 
(momento olha como eu sou cientista - se alguém ler esse post, me diga nos comentários se é só comigo isso,rs)

o primeiro sintoma da vergonha alheia é um espasmo muscular na região do abdome, que te faz querer encolher em posição fetal. Caso a cena causadora da vergonha alheia se prolongue por mais de 10 segundos, uma vontade incontrolável de fechar os olhos e os ouvidos pode ocorrer. Seja pelo encolhimento involuntário ou simplesmente por, né, vergonha, se a pessoa tiver tendencia a vermelhidão facial, ela ocorrerá. O alívio só se dá no momento em que a pessoa percebe que né, ela nao está sozinha, tem mais gente morrendo de vergonha alheia naquele exato momento, e no qual o cruzamento de olhares seguido por aquele risinho engolido de reconhecimento (que dependendo da situação pode virar uma gargalhada incontrolável) tem lugar.

oremos todos, amém, bjo

Os 5 melhores Filmes de 2011



Engraçado – 2011 não foi um ano muito produtivo em termos de idas ao cinema, então foi realtivamente fácil fazer uma uma lista dessas :/

5º lugar: A minha versão do amor (Barney´s Version)



Esse filme na verdade é de 2010, mas só chegaou por aqui em abril do ano passado (ou maio... ih, já nem lembro, mas foi no primeiro semestre com certeza!)

O filme nos conta detalhes da vida desse cara (Paul Giamatti) que supostamente assassinou seu melhor amigo (o cara do Felicity?)

O personagem principal me deu nos nervos em dados momentos, mas é aquele tipo de anti-herói pelo qual no decorrer da estória a gente vai tendo compaixão. Cheio de falhas tipicamente masculinas, acho que seu apelo  é bem melhor compreendido pelo publico masculino – ele acaba fazendo algumas coisas que tenho certeza, já passaram pela cabeça de vários homens, como por exemplo, num dado momento, durante seu segundo casamento ele se apaixona por uma das convidadas, e no final da cerimômnia sai correndo atrás dela.

Eu que já passei por alguns percalços dessa vida, assisti esse filme com uma vontade de levantar  e ir embora, mas ao mesmo tempo tendo que engolir a seco, ver o filme e tentar entender os motivos que levam homens do sexo masculino a serem tão... homens.

Achei que o filme continha muitas coisas que eu precisava parar por cerca de duas horas e meia  no escuro do cinema, em silencio, só vendo/ouvindo e refletindo a respeito.

Quando o filme acabou, fiquei com a sensação de que precisava ouvir mais.

Engraçado como alguns filmes teem dessas coisas... certeza que muita gente viu esse filme e achou um saco, ou simplesmente um filme ok sem mensagem subliminar, sem nada pra levar pra casa e pensar a respeito...


4º lugar: Super 8



O Super 8 é aquele filme que assim que termina você pensa: Quero ver de novo!

Esse filme me deu uma baita saudade dos filminhos do Spielberg dos anos 80 (e tem a mãozinha dele na produção), aqueles que passavam direto na sessão da tarde nos anos 90. Me deu saudade da minha infância, dos amigos que tive e dos que não tive.

Um grupinho de amigos por volta de seus 12, 13 anos resolvem fazer um filme caseiro de terror com sua camera portátil (super 8), mas acabam se metendo na maior confusão quando Ets invadem a terra e eles acabam filmando sem querer a “chegada”  deles.

O filme não tem tanto seu foco na invasão do espaço como nos relacionamentos pais-filhos, e a amizade entre os 5 integrantes do grupinhos, o interesse dos meninos do grupo pela menina mais bonita e inteligente que resolve participar do filme e eles descobrem que ela é realmente boa atriz.

É o filme mais fofinho do ano, sem dúvida.


3º lugar:  Melancolia (Melancholia)



Vai ser complkicado falar sobre o Melancholia.

Eu enxerguei um milhão de coisas diferentes neste filme,  e não vou conseguir de jeito nenhum explicar por que esse é um filme tão incrível pra mim.

Acho que ele tem muitos elementos subjetivos, dos quais cada um vai tirar o significado que achar melhor.

Vai ter gente que vai olhar pra essa Kirsten Dunst deprimida e querer afogar no tanque, vai ter gente que vai se compadecer dela, e eu faço parte de um outro grupo que vai achar que essa personagem simplesmente sente demais, e não sei bem se é a tristeza ou o medo (talvez os dois?) que a deixam paralizada. Enquanto ela fica alí tendo seus momentos de epifania durante seu casamento, ou enquanto ela está tão convicta de que tudo vai acabar, e já que vai acabar mesmo, já acabou, portanto “se eu me mexer, não vou mudar nada, mesmo” , a gente focaliza a atenção nos outros personagens que são tão fodidos ou ainda mais do que ela, simplesmente vivem e agem a apartir da engrenagem que faz a gente levantar e ir cuidar das nossas vidas todo santo dia.

Cada vez que revejo esse filme percebo alguma coisa que eu ainda nao tinha visto alí. E fico cada vez mais convencida de que é melhor eu manter minha Clair bem escondidinha aqui dentro, e me esforçar pra que ela não saia por aí assustando criancinhas.
Filme incrível, vale a pena.

A abertura ao som de Wagner já vale a pena, mas seja corajoso/a e veja até o fim.


2º lugar: A Árvore da Vida (The Tree of Life)


O Terrence Malick que dirigiu esse filme só faz filmes quando acha que tem alguma coisa a dizer. Acho bonito isso. Respeito.
Em mais de 40 anos de carreira, esse é o 5º filme dele.

É mais um filme que mexeu em várias feridas minhas que só com muita coragem pra encarar e com 3 dias de Leader Training consegui  encará-las como deveria, curar algumas e reconhecer onde outras estão para serem resolvidas mais tarde com muita terapia.

Este filme conta a história de uma família – os pais e mais 3 meninos.

Logo no início do filme, a mãe recebe o que só pode ser uma carta do exercito dizendo que um de seus filhos morreu em combate (nada é dito – mas se voce tem 10% de sensibilidade nessa vida, vai entender na hora). A hstória é contada através das memórias (ou da imaginação) do filho mais velho interpretado pelo incrível Sean Penn, muitos anos após o acontecido.

O filme é lindo – visualmente é um dos filmes mais bonitos que já vi.

Tudo é muito lento,  40% do filme é sem diálogo (ou talvez até mais), as atuações são heart-felt, tudo é muito delicado, muitas imagens remetem a sensações físicas, tudo é muito bem feito, muito tocante, a ponto de você se incomodar com o rumo que filme está levando e pra que memórias da sua infância/sua família voce está sendo forçado a reviver.

A sua história pode nao ter absolutamente nada a ver com a do filme – voce pode ter tido uma vida de propaganda de margarina (coisa que dúvido com força que alguém tenha tido depois de tudo que vi nesse ano de 2011), voce pode ser a pessoa mais insensível e durona do mundo e se irritar com os conflitos dessa UMA família, e com os dedos que o filme enfia nas feridas –  você vai se identificar com esse filme em algum nível de consciencia.

Assista.

1º lugar: Meia Noite em Paris (Midnight in Paris)


Eu sempre quis ter sido adolescente nos anos 60/70. Ter sido fã de verdade das grandes bandas de Rock. Ter participado dos grandes movimentos estudantis.

E você? Em que época gostaria de ter vidido?

O protagonista deste filme gostaria de ter vivido nos anos 20, bem na era do Jazz. E de certa forma, ele consegue realizar esse sonho. Ele é aspirante a escritor e um belo dia se vê participando de festinhas particulares com gente como F. Scot Fitzgerald e Hamingway. Acaba conhecendo gente como Gertrude Stein, Carlos Buñoel, Dali e Picasso.

Se não é a obra prima do Woody Allen, chegou muuuito perto – é o filme mais delicioso de ser visto, super bem-humorado,  com personagens cativantes, enredo infalível, e rinocerontes ;)

Não tem como terminar de ver esse filme sem um sorrisão no rosto ;)

sobre Música

Estou há uns 2 anos sem aparelho de som no meu quarto.

Sempre adorei ouvir música alta sozinha, acompanhando a letra no encarte ou simplesmente largada no sofá ou em cima da cama de olhos fechados.

Aos 12 anos de idade, ganhei meu primeiro Walkman da Sony (daqueles pretos com toca-fitas),  e partir de então passei a dividir meu tempo musical entre ouvir música alta no aparelho de som da sala ou no quarto e meus fones de ouvidos que duravam cerca de 2 semanas (o original que veio junto com o Walkman durou um poiuco mais, mas lembro de ter recorrido a camelôs um milhão de vezes),  e a fortuna que foi gasta com pilhas, entao, vixe, nem se fala (certa vez meu pai cansou dessa vida de trazer pilha pra casa dia sim dia nao e me trouxe um incrível carregador de pilha, e olha que incrível, ele era BIVOLT!

Fazer qualquer coisa com o walkman ligado (e preso ao cinto, veja só voce, ele tinha um prendedor pro cinto!) era muito mais legal.

Lavar a louça pra minha mãe.

Limpar meu quarto.

Passar férias na casa da praia.

E andar de ônibus, então, nem se fala (até hoje nao consigo andar de ônibus sem meu Ipod) – e olha que eu só precisava andar de onibus uma vez por semana, aos sábados pra ir até a escola de inglês.

Gostar de música me ajudou a aprender inglês.

Gostar de música me fez ter uma vontade enoooorme de aprender a tocar violão – mas descobri que talento não há. *suspiro longo*. Enfim!

Como disse lá em cima, estou há cerca de 2 anos sem aparelho de som no meu quarto.

Eu já não ouvia meus CDs naquele aparelho há bem mais tempo do que isso.

Somos vizinhos de porta do meu tio, irmão do meu pai. As duas casas foram construídas juntas. Meu quarto que fica sobre a sala, de frente pra varanda que dá pra rua (esse era o quarto dos meus pais – eles trocaram de quarto comigo quando minhas duas irmãs saíram de casa [eu dividia um quarto com elas] e o quarto deles tinha telefone – em 1997 instalamos a internet e, né, era discada, o computador precisava ficar perto dp telefone, e vai saber porque, meu pai achou mais facil trocarmos de quarto do que instalar telefone no meu quarto...ok.). Meu quarto ficava exatamente ao lado do quarto dos meus tios. Nos anos 2000 minha tia que também era minha madrinha foi diagnosticada com cancer. Desde então minha mãe não me deixou mais ouvir música alta no quarto pra não atrapalhar o descanso da tia. Alguns anos depois minha tia faleceu – e eu já tinha perdido o costume de ouvir meus CDs. E há cerca de 2 anos estou sem aparelho de som no quarto.

Em 2005 entrei pro mundo maravilhoso dos mp3 players (antes de adquirir meu primeiro mp3 player tipo pen drive (eles ainda existem?) adquirido no falecido Standcenter da Paulista. Antes disso, a graça era baixar as músicas em mp3 e gravar CDs com elas.
Eu não tinha gravador de CDs no meu primeiro computador – então quando eu tinha cerca de 600Mb de músicas no computador, minha irmã do meio levava minha CPU pra casa dela onde meu cunhado gravava essas musicas em CDs pra mim. Um tempo depois precisei de um computador novo e este já tinha um incrivel gravador de CDs. Pra quem gosta de música, aquilo era a coisa mais legal do mundo! Eu gravava mixed CDs pra todomundo.

Um ano depois ganhei meu primeiro Ipod, classic, 30Gb de puro amor- eu levei  exatos 5 anos pra encher 30Gb de música. No final de 2010 ganhei um ipod com capacidade de 160Gb, coloquei todos os 30G do primeiro, hoje acabei de ver que já tenho quase 40 G utilizados, entao acho que ele vai durar mais ou menos a vida toda – o de 30G  eu dei pra minha sobrinha que não liga muito pra musica, mas estou tentando mudar isso (quando ela era bebê, eu a colocava pra dormir ouvindo OK Computer do Radiohead – me recuso a acreditar que ela goste de Bruno Mars).


Fazendo uma reflexão rápida sobre meu gosto musical ao longo dos anos, chego a conclusão de que não mudou  muito. De algumas coisas que eu gostava já não ggosto mais (houve um período negro em que gostei de Backstreet Boys, cheguei a ter um CD da Britney,  outro em que fui muito fã de heavy metal e usava camisetas do Iron Maiden – mas ainda guardo o A Real Live One na minha coleção ;)

Acredito que  tanto as músicas que ouvimos como os livros que lemos ou os filmes que vemos fazem uma GRANDE parte de quem somos.


Entao eu nasci em 81. Sou a caçula de 3 filhas da dona Carmen – caçula de verdade, veja bem, sou filha temporana (minha mãe já tinha quase 40 anos quando eu nasci) e a diferença pra minha irmã mais velha é de 10 anos, e pra irmã do meio 7. Portanto quando comecei a me entender por gente, minhas irmãs já eram mocinhas, adolescentes, já tinham suas coleções de discos e eu pretty much ouvia o que elas ouviam:

- Duran Duran
- Madonna
- A-ha
- Cindy Lauper
- New Order
- Smiths
E, craro, U2.

Nós não tinhamos nenhum vinil do U2, mas tinhamos o rádio sempre ligado (na Transamérica, ou na Jovem Pan, geralmente) e tinhamos também os incríveis programas de videoclipes da rede Gazeta, minha gente. Alguém aí lembra do Clip-Trip? Do Capivara? Entao, me lembro de ter visto vários especiais do U2 (geralmente clipes do Joshua Tree, ou o Sunday Bloody Sunday ao vivo).

Em 1990 a vida começou a ficar mais interessante com a MTV (correria atrás de TV UHF, só pora gente poder assistir a um canal chuviscado que só ficava no ar do meio dia às 10 da noite, mas era divetrtidíssimo), e com o advento do nosso primeiro aparelho de som com CD player.

O primeiro CD comporado (pra testar o equipamento) foi o incrível Rattle and Hum – pronto, a gente nao tinha em vinil, mas tinha o CD do R&H, que né, bem mais legal.
(Depois de um tempo minha irmã comprou o vinil do Achtung Baby e do War, também, mas eu nao lembro porque exatamente – a gente já tinha CD player, oras! Mas acho que oi preço do vinil ainda era mais baixo que dos CDs.

Engraçado como as coisas acontecem – um CD era muito mais caro do que um vinil – nós consumimos CDs por 2 décadas mais ou menos até a era MP3 + Ipod,  e os CDs estao ficando obsoletos, mas o vinil, minha gente, continua em plena forma, com toda a sua personalidade. Não sei bem se todos os lançamentos da industria fonográfica sao também lançados em vinil, mas ele está aí, firme e forte (e caro pra caral$%&o – aqui em casa nós nao temos mais o aparelho tocador de vinil, minhas irmãs se desfizeram da maioria das coisas das coleções delas, minha mãe ainda guarda vários dos vinis de música clássica e de música espanhola que ela colecionou desde mocinha, e meu pai ainda tem alguns vinis de música sertaneja (sertaneja, de verdade, nao essa nhaca que se ouve hoje em dia), mas – uma boa vitrola hoje em dia custa os olhos da cara (vou acabar comprando uma pra minha mae qualquer dia desses – apesar dela também ter entrado na era dos CDs nos anos 90, achghoi bonito ela nao ter se desfeito da coleção de vinis dela – acho que deve valer uma nota e... enfim, valor sentimental e etc, tudo isso conta, e música é música e dinheiro gasto com música é sempre dinheiro bem gasto)

Hoje em dia eu voltei a comprar vinil – pro namorado que coleciona, tem sua vitrola, mal me deixa chegar perto dela porque, né, sou estabanada e desastrada, entao, deusmelivre riscar um disco dele, mas acho divertido ir até a livraria cultura (pra quem mora em São Paulo, a do shopping Market Place tem uma variedade bem boa, a preços que variam de 80 a 160 reales (queromorrer!! ) – entao, né, um vinil nio aniversário, um no dia dos namorados e 2 no natal e olhe lá, mas de qualquer forma, me divirto horrores procurando vinis legais, constatando que a grande maioria dos que eu compraria eu já tenho em CD, mas, enfim.

E o encarte? Gente, encarte de vinil é a coisa mais legal do mundo!

Da coleção das minha irmãs os que eu mais ouvia eram o Dois da Legião Urbana, o 101 do Depeche Mode, o Like a Prayer da Madonna (que sofreu um acidente, ficou muito tempo no sol e derreteu, mas ainda dava pra ouvir a maioria das músicas), o Stay on These Roads do A-ha, o Achtung Baby do U2, o Arena do Duran Duran e o Keep the Faith do Bion Jovi. A maioria deles eu comprei em CD assim que.

Hoje me deu vontade de ouvir música alto no meu quarto e lembrei que há cerca de 2 anos estou sem aparelho de som no meu quarto.

E ouvir música no quarto dos meus pais já não é mais a mesma coisa (mas amanhã eu vou experimentar ...hm)

Minha sobrinha, aquela que dormia ao som de OK Computer, fez 12 anos - uma boa idade pra começar a emprestar meus CDs pra ela e ver se ela desenvolve o mesmo gosto musical incrivel que o meu (como a mãe e a outra tia dela fizeram comigo ;)
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