Ele voltou!


Numa edição bem mais legal que a minha.

E já avisei, essa tradução dá um banho na da Bernardina Silveira e na do Caetano Galindo.

;)

67 comentários:

  1. Oi, Tatiana! Estou querendo comprar Ulisses mas estou com muita dúvida de qual tradução compro. Já pesquisei muito e algumas pessoas dizem que o Houaiss cometeu muitos erros de tradução, embora tenha sido mais fiel com os "jogos literários" do Joyce. Dizem que a do Galindo fez o jogo do meio entre as outras duas, fiquei tentada a comprar por ser mais atual, mas realmente não sei. Por que você não gostou da do Galindo? Bj!

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  2. lua, vai por mim, essa do Houaiss é a melhor de todas.
    erros de tradução? todo livro traduzido os tem.
    agora, o que me irrita é essa coisa de "fizemos uma tradução moderna".... acho um saco, e acho que acaba com a fidelidade ao texto, enfim....

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  3. Pois é, Tati, também acho que erro vai haver em todas, ainda mais com um texto como esse. Eu fui na livraria comprar essa do Galindo porque achei que nem existia mais a do Houaiss, mas quando cheguei lá tava essa edição nova e acabei não comprando nenhuma. Muito obrigada pela resposta! Beijo!

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  4. Oi, Tatiana! Há tempos que espero sair uma nova edição do "Ulysses". É impressão minha ou só eu tive dificuldades com aquela edição do Houaiss? Outra coisa que gostei bastante na edição do Galindo é preço absurdamente mais acessível! Paguei 25 Dilmas na saraiva, enquanto que não encontrava a do Houaiss por menos de 70 Dilmas.

    Um abraço,
    Edson

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  5. Ainda quero comprar, está na minha "listinha"... rs

    Bjs =)

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  6. Há algo diferente nessa edição? Um amigo, fascinado por Ulysses (já leu todas as traduções e o original duas vezes)garantiu-me que a tradução do Galindo é a mais fiel. Por isso eu comprei essa versão. Agora fiquei confuso.

    Cê não gostou da tradução dele, Tati?

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  7. Querida, você já leu a tradução do Galindo? Acho que deveria ter a humildade de ler antes de sair falando asneiras. Essa é simplesmente a melhor tradução já feita em terras tupiniquins.

    Leia isso:

    http://trajeslunares.wordpress.com/2012/06/10/o-ulysses-de-galindo-no-monte-de-leituras/

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    1. Leia você as duas traduções E o original antes de vir falar merda no MEU espaço. E escreva
      Somente coisas brilhantes no SEU blog. Tenha a humildade de ser escroto
      Em outro lugar. Um abraço.

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    2. OUAHSEOAUEHAOSUEHAOUEHASOEA Gente, a Tati a brava, não mexam com ela.

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    3. Tati certa, nunca li o livro em questão, mas poxa o espaço é da TATIANA então ela pode expressar a opinião dela do jeito que quiser!
      Blogs são feitos para servir como uma passatempo, e não para serem julgados por pessoas escrotas como você.

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  8. Nossa, ele só questionou o fato de você dizer que a do Houaiss é a superior sendo que tudo quanto é especialista diz que essa nova é melhor. Talvez, quando você tiver um tempo, possa reler Ulysses nessa edição e comparar no vlog! XP Ou aqui mesmo. acho que ficaria legal.

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    1. Lizze, nao acho que deva deixar ninguém vir até aqui me dizer que digo "asneiras". Qualquer um
      Pode me sugerir qualquer coisa, desde que educadamente. Um abraço.

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  9. Não Lizzie, o cara "presumiu" de foram arrogante e mal educada que a Tati não leu a tradução do Galindo, o que não é verdade. Ela leu. Apenas não gostou, o que é totalmente distinto.

    As pessoas precisam aprendem a aceitar que tem gente que não gosta do que elas gostam e seguir em frente. Simples assim.

    1 abç.

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  10. E será que ela leu mesmo? A tradução saiu faz menos de suas semanas. Ninguém (re)ler Ulisses em duas semanas, ein.

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  11. O Jake foi grosseiro, é verdade. Se a Tati não gostou da tradução do Galindo, qual o problema? Ela tem o direito de não gostar do que quiser, desde que tenha argumentos válidos, e ela não teve. O cara passou dez anos trabalhando duro numa tradução de um dos livros mais difíceis, acho no minimo (perdoe-me Tati, adoro-te, mas é verdade) escroto. Acho sim que você deveria ler antes de comentar qualquer coisa. A critica especializada tem elogiado a tradução. Não creio que você tenha lido essa nova tradução, talvez alguns fragmentos.

    Enfim, querida, se eu fui grosseiro, peço desculpas.

    Beijo de um admirador :)

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    1. Nao, Cory, nao li inteiro - li por amostragem. Pega-se trechos chave e compara-se com o original e com as demais traduçoes pré-existentes. Traduçoes modernas e que deixem o texto fluido, mais de acordo com o leitor de hoje nao me interessam. Esse nao era um livro pra ser fluido. Muito menos "adaptado". Nao gostei da traduçao do Galindo. Fico com a do Houaiss. E a critica especializada nao deveria se preocupar com o meu blog. Um abraço.

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    2. E ja ia esquecendo - nem eu nem nenhum critico especializado conseguiria ler Ulisses inteiro em duas semanas. Por que será que duvido desses friticos?... Hm...

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  12. É, talvez você tenha razão. Eu ainda não li Ulisses, mas pretendo lê-lo em breve e depois eu releio na tradução do Houaiss.

    Obrigado por ser tão atenciosa e respeitosa.

    Beijo :)

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  13. qual o problema do galindo aparecer dando entrevistas? isso é alguma especie de rusga no meio da tradução? inveja?durante todo o video não li, nem escutei nenhum argumento que merecesse ser levado em consideração.o video foi dispensavel e cheio de mimimis bobos. leia as obras e compare.

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    1. É mesmo? Eu já acho que quem está fazendo mimimis bobos é você, Arthur. Um abraço.

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  14. É ... a sensibilidade desse povo está cada vez mais aflorada, paciência Tati... paciência

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  15. Tati... adoro seus vídeos e adoro seus comentários sobre livros e, principalmente, sobre a obra "Ulisses". Acredito que a tradução do Houssais (ainda não li o livro, então falo devido a outros fatores) seja melhor, pois, além de filólogo, ele era o criador de um dos melhores dicionários da língua portuguesa. Além disso, (como você mesma disse) é IMPOSSÍVEL a leitura de Ulisses em duas ou três semanas pela crítica. Aliás, me dá pena destas pessoas que dependem da aceitação da crítica em relação à alguns livros ou traduções para formar uma opinião. Enfim...
    Agradeço a atenção,
    Zeno

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  16. Vem cá Arthur, vc é parente do Beethoven? Vc não ouviu nenhum argumento?!?! Mesmo?!?! Porque ela deu pelo menos uns 5 excelentes. E vc, qual foi o seu argumento? Nenhum né? Entrou, disse de forma alienígena que foi inveja e pronto. Beleza de argumentação né filhote?!

    Deixa eu te perguntar uma coisa? O Galindo tá comendo teu butico? Deve estar, porque vc entrou, trollou e não esclareceu nada.

    Faz o seguinte: vá ler vc e de preferência no original, antes de fazer alguma adução rasteira como vc fez, porque dizer que o que foi dito é fruto inveja, à revelia de toda a fundamentação apresentada, isso sim, é coisa de quem não leu foi nada.

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  17. bem, tatiana, eu tenho apenas 13 anos, nâo sei quem é o Galindo,o o que é ( ou quem é ) Ulisses, mas concordo com vc nisso. ninguém tem o direito de te criticar no seu PRÓPRIO blog... mas vou dar uma pesquisada nisso tudo. Não ligue para o que eles dizem. continue assim.

    abraço.

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  18. http://veja.abril.com.br/150605/p_128.html

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  19. Nooossa Tatiana, tá mais do que na hora de vc dar é um gelo nesse povo ignorante que entra aqui pra postar "asneiras". E a gente ainda é obrigada a conviver virtualmente com essa gente escrota, faça me o favor!!!!Cadê o respeito??!!! Onde foi que esconderam a nossa liberdade de expressão??!!! afff....

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  20. Entrar em um blog prá discorrer sobre as opiniões, é falta de educação e de ler o Estadão DUAS vezes, vai prá uma ONG ser útil .Total apoio Tatiana!

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  21. Que gente CHATA! Eu curti o vídeo e nos cinco períodos que fiz de Letras-Inglês também aprendi que a MAIOR qualidade do tradutor é desaparecer no texto.

    Fora que não confio em gente que fica botando banca de "olha como eu sou fodão, traduzi Ulysses, zerei o mundo." Isso é marketing, óbvio. Querem vender e, para isso, tem que falar para os compradores que essa é a melhor tradução.

    Não tenho pretensão de ler Ulysses agora, mas se tivesse, seguiria a sua dica. Eu confio em você e nas suas resenhas.

    Não liga pra esse monte de gente tola!

    Beeeijos.

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  22. Tatiana,
    gostei muito do seu vídeo e concordo em partes.
    Não vejo problemas do tradutor dar entrevistas sobre seu trabalho, afinal, Ulisses é uma obra bem importante. Agora em relação às liberdades que vc diz que o Galindo tomou, se isso descaracterizou o estilo do Joyce, aí isso é grave (eu não li a versão do Houaiss, muito menos a do Galindo... tenho a versão da Bernadina, que pretendo ler um dia).
    Um assunto parecido, é a última tradução de Guerra e Paz, que Rubens Figueredo fez e deu uma série de entrevistas... Mas ouvi uma série de pessoas, estudiosos de russo inclusive, dizendo que a versão dele é a mais fiel que temos.

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    1. E sabe porque nao houve polemica nem enheçao de saco de quem Preferiu uma traduçao a outra do guerra e paz? Pq nao era da Cia das Letras.

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    2. Tambem nao vejo nada demais do cara sair
      Por aí se vangloriando de ter traduzido ulisses - o problema está em quem sai por aí engrandecendo o cara e diminuindo o trabalho dos outros sem ter ao menos lido o livro. E o MEU problema está em ter escrito este post (que é só reler pra ver como nao tem nada) e ter sido atacada. Bjo!

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  23. Oi Tatiana, tudo bem? Nossa que ótimo. Não vejo a hora de comprar. Flor, escrevi um e-mail para você no contato aqui do blog, não sei se você recebeu, pode confirmar?

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  24. Este comentário foi removido pelo autor.

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  25. Oi, Tatiana.
    Eu gostaria de fazer alguns comentários sobre este vídeo. Você não precisa se dar ao trabalho de me responder, visto que essa é a primeira e provavelmante a única vez que comentarei aqui (coisa minha, quase não comento ). Se quiser apagar meu comentário, fique a vontade. Também não tenho a mínima intenção de defender o Galindo, já que nem conheço o cidadão (pessoalmente, quero dizer).
    O Galindo não demorou dez anos para traduzir o Ulysses (ou Ulisses) como pode ser lido nessa entrevista: http://www.blogdacompanhia.com.br/2012/05/traduzir-o-ulysses/
    Ele demorou dois anos em sua tradução, que fez parte de sua tese de doutorado. A prática, aliás, é bastante comum entre estudiosos de obras em outras línguas. É um jeito de tornar sua tese inédita, ao lançar um novo olhar sobre uma obra já traduzida.

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  26. (continuação)
    Os dez anos mencionados (dentro do que eu entendi) refere-se ao tempo passado desde o momento que ele decidiu traduzir Ulysses para seu estudo até a contratação dessa tradução pela Companhia das Letras.
    À época de sua tradução para a tese, a versão da Professora Bernardina ainda não havia sido lançada (sua edição saiu apenas em 2005), então ele tinha como fonte de consulta a edição do Antônio Houaiss, de 1966.
    É claro que depois de ter sido "contratado" pela Companhia, ele deve ter achado necessário revisar e/ou acrescentar coisas à sua tradução.
    Sobre a atualização da tradução, não vejo grandes problemas. A língua é um organismo vivo, que é atualizada a todo o tempo por seus falantes. E uma nova tradução é sempre um novo olhar sobre uma obra. Antônio Houaiss e Caetano Galindo são pessoas diferentes, com histórias diferentes e formações diferentes, acredito que isso reflita nas traduções.
    Sobre o tradutor não aparecer, hum, bem, até certo ponto pode até ser, mas acredito que ao se traduzir qualquer coisa estamos criando algo também (tanto é que a tradução é vista como um produto de trabalho intelectual e criação autoral, sendo protegida por direitos autorais). Existem três Ilíadas: a tradução na visão de Haroldo de Campos, a de Carlos Alberto Nunes e a do Odorico Mendes, cada qual com suas particularidades. Você mencionou o "Corvo" na tradução do Fernando Pessoa. Acredito que a do Pessoa esteja mais para uma adaptação do que para uma tradução. Mas percebe como o olhar lançado foi diferente? A do Oscar Mendes está mais para tradução mesmo.
    Algumas pessoas acharam um absurdo a demora de dez anos (supostamente) para se traduzir um livro. Bem, a Ilíada na tradução de Haroldo de Campos demorou dez anos para ser traduzida. É claro que temos que considerar que Campos estava debilitado pela doença, mas mesmo assim. (e coincidentemente os irmãos Campos também traduziram Joyce).
    Sobra a divulgação maciça (e a tal da exaltação a pessoa do Galindo) trata-se apenas de mais um dos trabalhos de divulgação da editora. Eles sempre fazem grandes ações, lançam guias de leitura (vão lançar para o Ulysses), fazem palestras, dão cursos para promover suas novas "crias". Até aí, normal. É uma editora que precisa concorrer com as outras. Sobre o Galindo dar entrevistas, até acho bem legal. Eu, por exemplo, sou uma pessoa super egocêntrica e com mania de grandeza, então se eu tivesse traduzido o Ulysses, iria até me inscrever para a ABL. Além disso, é interessante ver como se dá o processo de tradução, que como sabemos, não é só jogar no google translator e tá pronto.
    Bem, tudo isso para dizer que é perfeitamente normal preferir uma tradução a outra. Todos nós fazemos isso. Você pode achar a do Houaiss mais fiel, assim como tem gente que vai achar a do Galindo melhor e assim como tem gente que acha a da Bernardina mais completa. Cada um no seu quadrado, né? O que não dá é para desmerecer alguém porque ela prefere esta ou aquela tradução.
    Mas no vídeo que você fez, ficou parecendo que você tinha raiva do Galindo por algum motivo. Não sei se isso por causa dos comentarios no seu blog quanto a postagem, mas deu essa impressão.
    E você também me deu uma boa ideia: vou providenciar as traduções do Houaiss e a da Bernardina (já que tenho a do Galindo) para comparar (sinceramente, não tenho saco para ler nada em livraria- nem em biblioteca). É claro que demorarei no mínimo um ano para completar tal tarefa (homérica, devo dizer. ou joyceana?), mas como boa obssessiva que sou, isso me dará um projeto com o qual me preocupar.
    Enfim, meu comentário ficou absurdamente gigante, mas essa é minha opinião ( e meus comentários).

    Abraço,
    Giovanna Agio Manfro.

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  27. Só uma correção ortográfica: *obsessiva

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    1. Olá, Giovanna, obrigada
      Pela educaçao e atençao dispensadas. Agradeço pelas informaçoes que nao tinha - clicarei no link assim que - e gostaria aue voce entrndesse aue nao tenho absolutamente nada contra o Tradutor - simplesmente
      Preferi a traduçao antiga às demais. Acho curioso nao ter aparecido sequer uma pessoa defendendo o trabalho da professora Bernardina contra o absurdo comentario que fiz neste post (voce o leu? Achou que era pano pra tanta manga? Sério? Eu já acho que voces estao perdendo um tremendo tempo se incomodamdo comigo - deveriam estar lendo James Joyce ;)

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  28. Olá Giovanna. Gostei muito do seu comentário, educado, esclarecedor e pontual. Mas é preciso que se destaquem algumas coisas.

    No que tange aos 10 anos: vc apresentou um link e te apresento dois que indicam o contrário, com a convicção que vc não terá dificuldade em achar mais alguns.


    Se foram dois anos no processo de tradução e não dez, nem o autor e nem a editora sem importaram em retificar, não é mesmo? Acho que se foram dois isso deveria ter ficado bem claro...ou não? Afinal, ninguém deve se beneficiar da própria torpeza. Eu teria corrido para dizer que fiz em 2 e não em 10, pois não gostaria que isso desse a impressão a ninguém de que o trabalho foi uma jornada maior do que realmente o fora.

    http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,um-trabalho-de-dez-anos,866256,0.htm

    http://lona.redeteia.com/?p=1294

    No que concerne à tradução da Ilíada por Haroldo de Campos, há uma boa justificativa. A doença, que talvez tenha sido impeditiva. Mas o que causa estranheza é o fato de se destacar o tempo para a confecção da tradução. Como se isso determinasse sua qualidade. Não te cheira a marketing? Seja honesta.

    Mas por amor ao debate...e se levou 2 ou 20 anos, e daí? A abordagem do video foi direcionada a enorme publicidade que se fez em torno do assunto em detrimento da obra em si.

    De fato, se vc reparar o post, a Tati apenas afirmou que preferia uma tradução à outra. Simples assim. Isso foi o suficiente para agressão gratuita.

    Não me parece que a Tati possua algo pessoal contra o Galindo, mas pelo que li, ela ainda fica com o Houaiss. Ela apenas manifestou a opinião de que o maior mérito da tradução deve ser passar despercebida, coisa com a qual também concordo. Assim como o juiz de futebol em grande jogo. Quando apita bem, nem se recordam dele.

    Ressalto que não ela não aduziu que foi o próprio Galindo que chamou os holofotes para si. Pode muito bem ter sido a editora. O que, convenhamos, não melhora a história.

    Acho errado induzir as pessoas a comprarem algo através de dinheiro injetado em propaganda. Pode ser inocente de minha parte, mas é meu direito achar errado. Penso que isso beira a manipulação, que ultrapassa as lindes da propaganda em si.

    No mais concordamos, cada um possui seu estilo e característica. Para a Tati a do Houaiss é melhor, mas não foi isso que ela disse desde o começo? Qual é o problema em preferir um a outro e justificar o motivo? Não encontro motivo para a agressividade vista aqui no blog.

    1 abç.

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  29. (olha eu comentando de novo, rsrs)
    Obrigada pelos comentários de vocês, Tatiana e Hpcharles.
    Então, acredito que você não tenha nada contra o Galindo, Tatiana. O que eu quis dizer é que no vídeo deu um pouco essa impressão. Mas admito que vi o vídeo antes de ler a sua postagem no blog, e não vejo nada demais em preferir uma tradução a outra. Eu também tenho minhas preferências. Não vi seu comentário sobre a tradução da Bernardina (não consegui encontrar, na verdade), e nem sabia que existia uma segunda tradução para a obra. Para mim, a da Editora Objetiva (que é a da Bernardina) era a mesma da Civilização Brsileira (que é a do Houaiss). Realmente, vendo sua postagem aqui, creio que as pessoas se excederam um pouco ao fazer a crítica. E sua irritação com isso transpareceu no vídeo.
    Hpcharles, eu tinha lido o link do estadão, mas achei meio confuso (porque o título fala dos dez anos, mas na entrevista não há nada sobre os polêmicos dez anos).
    A tese dele foi aprovada em 2006. Logo, se a tradução foi feita para o doutorado, é meio difícil pensar que ele tenha passado dez anos traduzindo (visto que um doutorado dura quatro anos). O que acredito que ele quis dizer é que já se passaram dez anos desde o primeiro momento que ele decidiu estudar a obra do Joyce. Até na introdução a tradução dele ele indica o ano em que começou o doutorado (2002) e o ano de publicação da tradução pela Companhia (2012). Estão aí os famigerados dez anos. Talvez o Galindo tenha sido confuso ao se expressar, não sei, e também admito ter achado que ele levara dez anos para traduzir.
    É claro que tanta ênfase no tempo de tradução é uma jogada de marketing da Companhia para enaltecer tanto a obra quanto a tradução. E o Galindo é um tradutor da casa, vamos dizer assim.
    Se formos pensar, a Companhia possui um dos trabalhos de divulgação mais maciços entre todas as editoras. Veja bem, a tradução do Houaiss havia sido reeditada e eu nem sabia disso. Talvez o trabalho em cima da edição tenha sido exagerado por parte deles, mas como o próprio nome já diz, é um mercado editorial. Vence quem tem mais recursos. Também acho que as traduções devam ser "vendidas" por mérito e não por quem tem o marketing mais eficiente. E o próprio Galindo reconhece o mérito das traduções feitas anteriormente.
    Sobre o último link que você me passou, gostei da frase que o Galindo falou: "Cada uma [das traduções] há de ocupar o seu lugar". E certamente hão de ocupar seus lugares nas preferências e gostos de cada um. :)

    Enfim, gostei de conversar com vocês por aqui, e mais uma vez agradeço a atenção!

    Abraço,
    Giovanna Agio Manfro

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    1. Ahm, giovanna, vou pedir pra voce reler este
      Post aqui - nele voce vai ver que o comentário que fiz sobre a traduçao X valeu para a traduçao da profa Bernardina, também. E note que mais uma vez estou eu aqui respondendo a comentários de alguém que sequer leu o livro:/
      Um abraço!

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  30. Tatiana ,
    Eu sei que já rolou um mimimi inacreditável por conta do seu post e vídeo, mas eu tenho que te dar os parabéns.
    Adorei o vídeo e ainda que eu não tenha lido Ulysses fiquei de saco cheio dessa turminha que fica jogando um puta confete em algo que eles nem sabem e ficam só repetindo o discurso dos 'amiguinhos'.
    Não concordo com alguns pontos do seu vídeo, mas fiquei muito feliz por você fazer as pessoas pensarem.
    No começo do ano li Guerra e Paz na tradução do russo pelo Rubens Figueiredo e foi maravilhoso (e ainda teve gente que falou mal das pessoas que elogiaram a tradução direto do russo ...)
    Acho um absurdo essa galera babaca que vem aqui te xingar por você falar que prefere uma outra tradução ... muito ridículo ...

    Um abraço

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    1. Concordo, rafa! Brigada pelo comenntário ;)

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  31. Ainda não li Ulysses (quase ninguém leu). E também não vi o vídeo da Tati, ainda!

    Enfim, acho que vocês precisam se acalmar. Lendo isso eu me recordo de um garoto, que disse algo do tipo "eu sou mais inteligente que você". Sim, parece uma enorme guerra de egos. Até aonde me consta, ninguém aqui é expert em língua inglesa, literatura ou James Joyce, certo? O mundo precisa de paz...

    Este é o espaço da Tati, se ela não gostou de coisa x ou y, deveriam no minimo respeitá-la, não?

    Sobre as traduções, o que eu sei é:


    Houaiss: Aproveitando-me de alguns exemplos do Alfredo Monte, você encontra palavras na tradução dele como: “cordissentidos”, “pluvirociada”, “marifrígidos”, “frescamaciadas”, “oculivacuna”, “cintibrilhichispeantes”, “subobscurainfra”, “cheiilambigrudosos”. O processo de tradução dele das palavras-valise é complexo e se utiliza de radicais incomuns, lembrando também aqueles neologismos herméticos do Odorico Mendes em suas empreitadas tradutórias.

    Em outras passagens o Houaiss também adiciona neologismos (em Joyce eles são chamados de "palavras-valise") onde não constam no original.

    Bernadinha: Li pouca coisa sobre a tradução da professora Bernardinha, mas sei que ela tentou fazer o oposto de Houaiss, ou seja, "coloquializar" (acho que acabei de inventar uma palavra, haha) Ulisses. Isto, ao menso PARA MIM, é motivo suficiente para passar longe dessa tradução.

    Galindo: Engraçado que saiu muita coisa sobre essa nova tradução, né? Se é marketing eu não sei. Mas eu li o primeiro capítulo de Ulisses (ou seria Ulysses?)nas três traduções. Achei tranquilo. E sinceramente, preferi a do Galindo. Tive a impressão de que a tradução do Galindo consegue balancear o que deve ser realmente hermético e erudito.

    Enfim, é apenas a minha opinião (adolescente, leitor ávido, estudante, e que ainda não leu Ulysses por completo). O mínimo que eu peço é respeito.

    Abraço :)

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    1. Ahm, eu sou especialista em lingua inglesa, sim. E uma
      Leitora comum de james joyce como todas as outras;) obrigada pelo comentário! Um abraço

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  32. Anderson Nascimento, obrigado pelo comentário. De todos, foi a mais útil que li. Será que você consegue disponibilizar aqui um fragmento das duas traduções com o original?
    Um abraço.

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    1. Marlon, o original do ulisses é facil de achar em pdf pela internet afora. Nou vou disponibilizar os trechos que analisei como disse no video, pois o intuito do video foi exatamente o de levar as pessoas a procurarem e chegarem a cinclusoes por si sós, e nao dependerem de mim ou de quem quer que seja pra diser o que é bom ou nao. Acho que vc deveria rever o video! Um abraço ;)

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  33. Imagina, Marlon :)


    Original http://www.geoffwilkins.net/wiki/Ulysses.pdf

    Tradução do Galindo + Introdução.
    http://www.companhiadasletras.com.br/trechos/85016.pdf

    Tradução do Houaiss
    http://pt.scribd.com/doc/7039420/James-Joyce-Ulisses

    Deixo ainda outros dois links:

    Estudo comparativo: A tradução de Houaiss e a da Bernardinha
    http://www.puc-rio.br/pibic/relatorio_resumo2008/resumos/ctch/let/letra_debora.pdf

    http://www.sumarios.org/sites/default/files/pdfs/57328_6269.PDF

    Perdoe-me se entupi a tela com links.

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  34. Ah, e amanhã é o Bloomsday né? Aqui em Salvador não tem nenhum evento, infelizmente.

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    1. É realmente um evento imperdível no qual pseudointelectuais se reunem para comemorar algo que eles nao sabem do que se trata.

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    2. Fico imaginando os pseudointelectuais matutando em ping-pong sobre o Bloomsday... "Onde em que diabos está a promoção do cebolão empanado??? Não vejo."

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  35. Indubitavelmente, a tradução de António Houaiss está mais de acordo com a obra original. O vocabulário de Houaiss é, de fato, difícil. Não obstante, é necessário que os possíveis leitores entendam que estão lendo James Joyce, não Nicholas Sparks. Joyce não era fluído e não tinha o vocabulário de uma criança de nove anos, assim como Houaiss.
    Agradeço,
    Zeno
    P.S.: Esta afirmação foi feita com base em uma leitura por amostragem, assim como a Tati fez.

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    1. Seu comentário foi bem na mosca! Parabéns pela lucidez!

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  36. Anderson e Tatiana, pude comparar a tradução do Houaiss e a do Galindo com o original neste site:

    http://revistalingua.uol.com.br/textos/blog-gperisse/mais-um-ulisses-entre-nos-259408-1.asp

    e, julgando pela tradução do fragmento posso dizer que a do Galindo está muito, mas muito melhor!

    Basta notar alguns trechos e palavras para ver algumas pequenas distorções na tradução do Houaiss que não aparecem na do Galindo.

    Ex.1 - a palavra "lather" na expressão "bearing a bowl of lather" segundo o dicionário de Cambridge quer dizer: "a pale, usually white, mass of small bubbles produced especially when soap is mixed with water", isto é, "espuma". Neste caso não deveria ser traduzido por "vaso de barbear", ainda que a espuma seja para se barbear, e sim "vaso de espuma" como fez Galindo. Fora que a expressão "vaso de barbear" não faz nenhum sentido, afinal, o que seria um "vaso de barbear"?

    Ex.2 - na mesma expressão "bearing a bowl of lather", Houaiss traduziu como: "com um vaso de barbear", Galindo traduziu "portando uma vasilha de espuma". Fácil reparar que mais uma vez a tradução de Galindo foi muito mais fiel, pois a tradução de Houaiss só faria sentido se Joyce usasse a expressão "with a bowl" e não "bearing a bowl".

    Ex.3 - Houaiss traduz "A yellow dressing-gown" como "Seu roupão amarelo", já Galindo traduz como "Um roupão amarelo". "A" neste caso é um artigo indefinido e não poderia ser traduzido como pronome possessivo "seu". Se Joyce quisesse fazer como fez Houaiss teria escrito "His yellow dressing-gown".

    Ex.4: Outra tradução mal feita de Houaiss que traduziu "was sustained gently" como "efunava", já Galindo traduziu como "era delicadamente sustentado"

    Ex.5: Tatiana fala que não se deve reclamar que a tradução de Houaiss seja difícil, mas pelo que pude ver neste fragmento ele dificultou expressões e palavras que no original permitia uma tradução muito mais simples e mais fiel. Creio que o problema dos filólogos é justamente esse, tornar erudito expressões e palavras que no original não são tão eruditos assim. Houaiss usa palavras como "sombranceiro", "fornido" e "efunava", enquanto que Galindo usa palavras como "solene", "roliço" e "delicadamente sustentado", que, além de traduzir muito melhor o original, são de entendimento mais acessível. Basta ver que "solene" traduz muito melhor o sentido da palavra "stately" do que "sombranceiro". Para quem não sabe, stately significa: "formal and splendid in style and appearance"

    É claro que se vão objetar que estes pequenos detalhes não tiram o sentido do texto e que não existe tradução perfeita. Concordo, em parte, com estes dois pontos, mas quando estes pequenos detalhes mal colocados estão em todo o livro, o sentido de Ulysses se perde em grande escala.

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    1. Correçao, marlon - copiar e colar de um site da internet e ainda por cima um exemplo só nao quer dizer que você tenha comparado as traduçoes. Precisa ter opinião propria, e, para tanto, estudar sobre o assunto, e LER O LIVRO. Um abraço.

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  37. Discordar pelo simples prazer de discordar - taí uma das manias da humanidade que eu não entendo...

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  38. Tatiana, não entendi sua resposta. O que o fato de copiar e colar o fragmento interfere no assunto? O que seria comparar traduções então? Existe um mínimo de fragmentos para se poder afirmar que pude comparar as traduções? Se não tenho opinião própria, de qual opinião alheia estou copiando? Estudar sobre que assunto? Se eu pretendo ler o livro, não é aconselhável pesquisar sobre traduções antes? Prazer em discordar? Agora estou completamente confuso.

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  40. Você não entendeu Marlon? Não faz mal, te explico.

    1 -"O que o fato de copiar e colar o fragmento interfere no assunto?"
    O fato de que a resposta não é sua, é do outro. Ou seja, você está fazendo exatamente o oposto do que recomendei no video, que é pensar por si mesmo e fazer a sua própria avaliação.

    2 - "O que seria comparar traduções então?"
    Bom, é só você fazer 4 anos de estudo sobre o assunto como eu fiz que você descobre.

    3 - "Existe um mínimo de fragmentos para se poder afirmar que pude comparar as traduções?"
    Junte as minhas 2 primeiras respostas e você terá a sua.

    4 - "Se não tenho opinião própria, de qual opinião alheia estou copiando?"
    Fácil, exatamente do link que você me passou : http://revistalingua.uol.com.br/textos/blog-gperisse/mais-um-ulisses-entre-nos-259408-1.asp
    Copiar e colar não te avaliza a dizer que: "pude comparar...". Não. Outro fez a comparação, sabe-se se lá como e ofereceu a opinião DELE. Você apenas a reproduziu.

    5 - "Estudar sobre que assunto?"
    Tradução. Sobre o que mais seria?

    6 - "Se eu pretendo ler o livro, não é aconselhável pesquisar sobre traduções antes?"
    Se você deseja realmente, absorver o contexto, o estilo e a mensagem do autor, acho importante que você leia no original (caso contrário tanto faz qualquer uma das 3 traduções disponíveis, não? - eu acho a do tradutor Y mais adequada que a do X e do Z, e você?).Pode ser que você mude de opinião em relação a enorme propaganda em torno dessa nova tradução. Na pior das hipóteses, você leu o livro.

    7 - "Prazer em discordar?"
    Me desculpe Marlon, mas se você sequer leu o livro e, apenas baseado em um link, já fez todo o seu juízo de valor sobre o assunto, isso me parece picuinha. Existem outros links que dizem o oposto e também apresentam boas argumentações. E aí, só vale o que enaltece o Galindo? O video foi no sentido de você desenvolver a SUA PRÓPRIA OPINIÃO. Mas se isso não for importante, é simples...leia a tradução Galindo e seja feliz. 1 abç.

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  41. :) 2002-2004: tradução; 2006: revisão; 2007-2009: somente pequenas alterações; 2010: revisão total, frase a frase, cotejando de novo com o original; 2011: leitura comentada de Paulo Henriques Britto; outra revisão minha; leitura de André Conti, editor; 2012: eu fechei o texto.
    e, ah, a tradução do Houaiss é uma bela escolha.
    abraço
    caetano

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    1. Foi o que eu disse. E obrigada pela linha do tempo! Um abraço ;)

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  42. Tatiana, você se enganou. Todos os exemplos fui eu que analisei e escrevi.

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  43. Tá de sacanagem que o próprio veio comentar também!!??

    Mas, pelo menos, ele é um dos caras com mais moral pra falar do assunto né? Afinal, ELE LEU O LIVRO!

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  44. Meu deus gente é a opinião dela, se ela ta falando ela leo o livro pelo menos

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  45. Esse negócio de vangloriar tradutor é uma besteira tão grande. Nunca sequer ouvi falar nesse Galindo (tô até querendo ver no Google qual é desse cara). Quando eu vi o seu vídeo, eu fiquei pensando assim: Eu pensei que esse livro fosse do James Joyce, como assim? Exaltando nome de tradutor??? Ridículo.

    Enfim, se for pra ler alguma tradução será essa do Houaiss, muito obrigada.

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  46. Sei que chego atrasado (?), mas muitíssimo obrigado pela dica. Já tinha a tradução do tradutor citado, ainda não li, mas semana passada comprei essa edição da Civilização Brasileira porque confio em ti, e no Houaiss, claro. :-) Lerei com muito gosto em 2014 e confesso que fugirei de outras traduções do C.G. porque todo esse caráter de celebridade e egocentrismo não faz jus nem ao autor REAL nem à literatura. Enfim. Mais uma vez. OBRIGADO! Meu abraço afetuoso.

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