F É R I A S

achei que não chegariam nuuuncaaaaaaa

depois desse ano incrívelmente atribulado, eis que meus merecidos 45 dias de puro e absoluto

~nada~

chegaram.

nhé, que nada, tem um zilhão de cositas pra fazer, mas sabe quantas aulas eu vou preparar nos próximos 45 dias????? ahm?? ahm????

NENHUMA.

isso já é alguma coisa

;)

Hoje acordei com 30 anos.


mas eu tinha 13 outro dia mesmo...

:/

Então, eu li Ulisses...

"Achas minhas palavras obscuras. Escuridade está nas nossas almas, não achas?" (página 67)


Eu e Ulisses

Em meados de 1997, eu era membro duma sala de bate-papo (passa tempo mais legal do final dos anos 90), da qual um dos participantes, um dos pseudo-intelectuais mais incrivelmente pedantes que já pisou a crosta, e de apelido Finnegan, vira e mexe falava de e citava James Joyce.
Eu tinha 16 anos, estava na escola de química e tinha vontade ZERO de ler James Joyce.

Já em 2005, na faculdade de tradução, um dos professores de teoria vira e mexe citava Joyce e seu Ulisses - comprei o meu exemplar (até entao o livro mais caro que já tinha comprado na vida).
Tentei começar a ler, não entrei no ritmo, entendi que aquele nao era o momento (livro tem dessas coisas, que tem o hábito de leitura sabe;), e ele ficou morando na minha mesa de cabeceira .
Minha irmã tentou lê-lo também, sem sucesso.

No final de 2010, 5 anos depois, eu, de férias, retomei meu Ulisses do início. Porém, já com aquela idéia pré-concebida de que, né, o livro é chato e longo e difícil e impossível. Ao fim das férias passei a me obrigar a ler 10 páginas por semana, sem muita atenção.

Há alguns meses atrás percebi o quão imbecil eu sou por tratar o Ulisses desse jeito. Resolvi deixar de ser besta e recomeçar, de nooovo, dessa vez tratando o Ulisses como ele merece - afinal, ele é um livro, com começo, meio e fim, contra-capa e orelhas.

Larguei todas as outras leituras em andamento e me dediquei a ler e compreender o tio Joyce com toda a limitação do meu QI.

Deu certo?
Sim, eu completei a leitura.

Compreendeu?
Dentro da minha capacidade, conhecimento de mundo, vontade de aprender sobre a Irlanda do final do século XIX, mente aberta pras partes mais descabidas, sim, a Tatiana compreendeu o livro.

Vai ler de novo?
Um dia, talvez, quem sabe, numa outra fase da vida, no original. Por que não?

Sobre o autor


James Joyce nasceu em 1882, escreveu livros muito importantes pra literatura irlandesa como os mais conhecido "O Retrato do Artista Quando Jovem" (1916), "Ulisses"(1922) e "Finnegan's Wake"(1939)
O Ulisses foi censurado na América por seu conteúdo erótico (porque, como todos sabemos, americanos nao faziam sexo na época).
Morreu em 1941 em Paris.
Era uma criatura debochada - tem muita coisa engraçada no Ulisses, diga-se. Dá pra rir com alguns diálogos. E não sao piadas nerds.

O Ulisses


Se você ficar pensando que o livro é um reconto da Odisséia, se ficar parando a cada citação de obras eruditas ou explicações artísticas sobre coisas X (o livro tá cheio), a leitura não vai andar. Tem que ter em mente (bear in mind...)que os personagens são amigos das artes, sao poliglotas, outros são estudantes universitários,  sao cultos e não moravam na esquina da sua casa onde se ouve funk.

O leitor acompanha o senhor Bloom durante 18 horas do dia 16 de junho de 1904 (16 de junho é o Bloom's Day, minha gente. Os irlandeses comemoram esse dia, até hoje. Tem noção disso? Acho incrível. Aqui em São Paulo alguns bares "tipicamente irlandeses"tem suas comemorações dia 16 de junho. Marca aí na agenda e vá, nesse dia, ao Finnegan's Bar na regão da Oscar Freire, se acha que estou inventando.

Nesse dia na vida do senhor Bloom, acontece de um tudo - trabalho, andar na praia, comprar jornal, almoçar, comprar sabonetes (o senhor Bloom gosta de sabonetes cheirosos), passadinha no museu pra bater papo com os amigos, esticadinha até o bar, receber carta da amante, ir a um velório, relembrar a morte do filho pequeno, se preocupar com a filha fotógrafa que estuda fora, pulinho na maternidade onde nasce o filho dum amigo, passadinha básica pelo puteiro, descobrir que é traído pela esposa, etc, etc, etc...

Tudo isso num fluxo frenético de pensamento.

Várias coisas acontecem com Stephen Dedalus, mas o foco não é nesse personagem, que já teve um livro só pra ele (O Retrato do Artista Quando Jovem). Stephen é estudante, a vida é difícil, o senhor Bloom vê nele o filho que perdeu. Num dado momento oferece até um quarto em sua casa pro estudante morar.

Temas:


- antisemitismo (Bloom é judeu, carinhosamente chamado pelos amigos de "Jesuíta execrável". E por aí vai)
- erotização (muitas cenas num bordel, muitas olhadelas por baixo de saias de mocinhas na praia ou das que andam de bicicleta e muitas revelações picantes da Senhora Bloom
- adultério (né.)
- relações sociais e suas falsidades (momentos de trocas de narrador onde se descobre o que cada personagem realmente pensa do outro)
- a sociedade dublinense.

Conclusão

No final da leitura fiquei com a sensação de que tem muita coisa ali que eu quase entendi. Que ainda tem muita coisa ali pra revirar e descobrir.
E isso, minha gente, é incrível.

Com tanta leitura fast-food (e algumas vezes, junk food) por aí, de fácil assimilação e desafio ZERO, um livro desses não tem preço.

Declan Kibers: "Ulisses te dá de volta exatamente o esforço que você deposita nele".

É exatamente assim que eu me sinto.

;)

pergunta genuína:

se eu responder comentários do blog no próprio trequinho dos comentários, a pessoa que comentou receberá minha resposta?


(pergunta genuinamente estúpida vinda duma pessoa igualmente lerda que tem blog desde 1998...)

Wi fi da Aliança Francesa =

amor

;)

(e ócio antes da aula)

Harry Potter and the Chamber of Secrets



Adorei este librinho.

É extremamente divertido, é fofo, é engraçado, é puro amor feito de toda a fofura do mundo todo, e eu queria muto que Harry e sua tchurma tivessem 12 anos pra sempre.

Morri de rir com a festa de aniversário de morte do Nearly Headless Nick, com a Moaning Myrtle (e que desgraça fizeram com a Moaning Myrtle no cinema, meudeusducéu, acabaram coma fantasminha chorona...), com o resultado da Polyjuice potion... até Malfoy tá engraçado nesse livro, e a rabugentice do Ron é excelente.

Esse post tá atrasadíssimo – eu já estou no quinto livro da série, mas esse até agora é o meu preferido de todos.

;))

final da quarta temporada do Californication

que bosta foi aquela?

(aliás, a quarta temporada inteira, praticamente...)

tou parando com Californication.

David Duchovny, tu sabe que eu te amo, mas, não dá mais, cara.

parei.


ps: vou começar a rever Twin Peaks pra me lembrar de como tu era bacana quando nao era podre de rico/produtor de seriado-baixaria.



e mentira, né, que ano que vem eu vou ver a quinta temporada. inteira. e se for ruim vou reclamar pra caramba no final de novo.


Californication + True Blood = curiosidade mórbida televisiva da tatiana

novidade do dia

cortei o cabelo.


tô emocionada.

arrumei tempo pra cortar o cabelo, minha gente, tipo assim, faziaumANO que a pessoa nao se permitia um corte.


( é preciso dizer que só cortei as pontas e  ninguém nunca notará a diferença.)

Em cartaz (tá ainda sim, acabei de ver no google...) : Somewhere - 2010

Aparentemente só eu gostei desse filme.

(porque só eu sou legal)

né, mentira.

mas aparentemente, só eu e mais algumas poucas pessoitas gostaram desse filme.

O Somewhere é o ultimo filme da Sofia Coppola que tem o Stephen Dorf (eterno cara dos clipes do Aerosmith, pelo menos pra mim, tem jeito nao...) no papel de um ator meio bad-boy que já fez muito dinheiro nessa vida mas nao sabe muito bem o que fazer com tudo aquilo - aparentemente é o caso do caraq ue tem tudo na vida - é bonitao, é famoso, tem muita grana, tem a mulherada, é amigo do Party Boy (sério... Jackass...lembra?), tem uma filha fofa, mas leva uma vida vazia e sem rumo .

e, minha gente, náo tem coisa mais angustiante do que aquela cena em que ele vai fazer uma máscara pra um filme x de ficcçao cientifica.

A "love like a sunset"do Phoenix dá o tom do filme. A parte instrumental da musica aparece em diversos trechitos do filme mas fica só naquela parte angustiante (tou ruim de vocábulos hoje, hu?) de som de equipamento começando a funcionar. Ela só evolui pros vocais no final do filme quando aparentemente (oi?) ele resolve o rumo que vai tomar na vida.

É. Muito. Bonito.

várias estrelitas.

Em cartaz (acho que nao mais, mas enfim...) – O Turista (The Tourist - 2010)


Tem Johnny Depp.

Era tudo o que eu precisava saber pra decidir ver esse filme no cinema.

E tinha a Angelina.

Que só (né, nao só, nao, mas na maioria das vezes...) faz filme ruim, mas tem Johnny Depp. Entao a gente releva.

O filme nao é dos melhores.

E JD tá velho. E gordo.

(pessoas envelhecem... and I´m not getting any younger, mas JD nao pode envelhecer, minha gente. Alguém me diga que é mentira, que era maquiagem pra deixa-lo mais velho, e que ele teve que engordar 10 quilos pro filme.)

Mas o filme é divertido.

Tem aquela vibe “Intriga Internacional” (North by Northwest) de “sou o cara errado, vcs devem estar me confundindo com outra pessoa”, que né, é batido, mas o filme nao é tao ruim assim.

É ruim ,mas nao é.

É.


2 estrelitas.
(tou sendo legal)

olá. tudo bem?

dá-lhe post atrasado.

*passando o espanador*

...

Harry Potter and the Sorcerer's Stone = :))))

Comprei o Harry Potter e a Pedra Filosfal assim que foi lançado, em 2000. Lembro que achei chatinho, sem graça e que parei de ler logo que começaram as explicações sobre o Quadribol - aquilo tava muuuito chato, larguei mão do livro, nunca mais voltei a ler, e levei prum sebo junto com vários outros livros e CDs que eu não queria mais.

Digo, nunca mais até agora há pouco ;)

Assim que começaram a anunciar os ultimos filmes, e a fazerem vários especiais pra tevê (inclusive um muito bacana mostrando a autora durante o término da criação do ultimo livro) voltei a me interessar por Harry Potter.

Comprei todos os livros em inglês (vai que eu não tinha gostado da tradução do livro...) e baixei os audiobooks - esse ano só lerei livros em inglês até o CPE que provavelmente será no final de junho, então comecei pela coleção de HP.

E vou lhes dizer que - A-DO-REI!!!

Primeiro que o audiobook da Pedra Filosofal (ainda não ouvi os outros...) foi gravado por um ator muito bom, que muda a voz de acordo com os personagens, dá emoção pras falas, o tom de ironia necessário em diversos comentários de vários personagens (faz toda a diferença, viu - tem MUITA ironia e sarcasmo nesses librinhos, coisa que não me lembro de ter visto quando tentei le-lo em portugues 10 anos atrás...hum...)

Outro detalhe é que o audiobook é do original, inglês britânico, e meus livros são a versão americana (por exemplo, - o titulo original do primeiro livro é "Harry Potter and the Philosopher's stone" - o americano é "Harry Potter and the Sorcerer's Stone" . E a diferença não é só no título - inumeras expressões tipicamente britanicas foram trocadas por girias americanas ao longo do livro, e digo mais - paragrafos inteiros (mas não muitos) forama crescentados a versão americana!

Então como boa ex-aluna de tradução, acabei comprando novamente um exemplar da Pedra Filosofal, vou ler  mais pra frente e ver como é que a tradução para o portugues foi feita. E também estou curiosa pra ver como o sotaque escocês (ou será o cockney:) do Hagrid foi traduzido...

Mas tá, fora isso, a história do livro, acho que todo mundo já sabe:

O Harry é um órfão que mora com os tios e um primo da mesma idade e é inexplicavelmente extremamente maltratado pela família. Sério, dá muita dó do Harry (mesmo sabendo que alguns punishments do menino são pra ser engraçados, mas hein, que mente doente vai achar uma criança sendo maltratada por familiares engraçado? Enfim...

tá, o menino consegue fazer umas coisas X com o poder da mente principalmente pra dar o troco no primo bully, o que assusta a família, que disse prom garoto que os pais morreram num acidente de carro, e que a marca de raio na testa dele , foi adquirida no mesmo acidente.

Dias depois, a gente descobre, após insistencia do "correio" em enviar uma carta misteriosa pro garoto, que ele na verdade é um bruxinho, cujos pais morreram ao salva-lo do bruno mais malvadão do mundo, o Valdemort, e que ele a partir de então vai estudar numa escola super bacana de magia.
Ah, e ele descobre que é rico.
E famoso.
Mas ele é bacana, nem liga pra essas coisas.
E faz dois amiguinhos na tal da escola ( a CDF da Hermaione, e o prático e simples Ron.
E varias aventuras se seguem na escola, até o ponto alto do reencontro do Harry com o bruxão-malvadão, que não deve ser chamado pelo nome, e pá, e o derrota novamente, provando mais uma vez que o garoto Harry é muito foda.

Tá, e os capítulos sobre o Quadribol (quiditch), não são tal ruins assim, são até bem divertidos ;)

Bom, com isso, paguei a lingua por ter falado mal e desdenhado do HP por todos esses anos, tou achando os librinhos MUITO FOFOS!!!, e não quero que eles cresçam :/
(me disseram que conforme os livros vão passando, eles vão ficando mais velhos, mais experientes, mais maduros e as estórias, mai sombrias...)

recomendo pra todos os malas como eu que ainda desdenham dos livros e dos fãs dos livros, sem nunca ter tentado lê-los (e não vale dizer que viu os filmes, porque, é sabido que filmes dificilmente fazem jus a seus livros...)

;)

Em cartaz: Você vai conhecer o Homem dos seus Sonhos (You will meet a tall dark stranger) - 2010

Quando eu vi este cartaz do filme, achei que fosse mais uma comédia romantica chatinha:

Mãããssss, trata-se do ultimo filme do Woody Allen.

Nesse filme que se passa em Londres, dois casais de duas gerações diferentes são retratados.
Os mais velhos, já acima dos 60 anos são casados há 40 - a mulher foi abandonada pelo marido porque segundo ele ela se permitiu envelhecer, enquanto ele possui os "genes da longevidade". Ele então sai de casa, vai viver uma vida de solteiro, se apaixona por uma prostituta, com quem se casa - e se arrepende logo em seguida.
Ela fica deprimida com a separação, tenta se matar, passa a beber e a infernizar a vida da filha e do genro, e encontra consolo em uma vidente a quem ela consulta constantemente sobre o futuro e sobre suas vidas passadas (e esta vidente que a diz que ela vai conhecer o "tall dark stranger that we all eventually meet in our lives", conforme o genro.

O outro casal é composto pela filha deles, que trabalha numa galeria de artes e sustenta o esposo, um médico não licenciado que escreveu um livro de sucesso e nunca mais conseguiu escrever mais nada que prestasse.
Ele se apaixona pela vizinha do prédio ao lado que ele observa da janela. Ele continua tentando escrever, mas seus livros nunca mais foram editados. Um belo dia um amigo pede que ele leia um livro que está escrevendo pra dar opinião, e tal, e o cara acha o livro fantástico - esse amigo sogfre um acidente e ele passa a mão no manuscrito do cara e manda pra editora como se fosse dele.
Ela se apaixona platonicamente pelo chefe e acha que ele também está a fim dela.

O desfecho dessas histórias é a surpresa do filme (a melhor de todas é o roubo do livro...)
No elenco, gente bacana como a Naomi watts, Antonio Banderas, Anthony Hopkins, e a atriz que faz a prostituta é excelente.
E tem também a fofa da Anna Friel (Pushing Daisies)

eis os posteres lá de fora:


Muito mais bacanas, eu diria,
E se o torrent é seu amigo, já tem pra baixar em qualidade boa ;)


Por que eu faço essas coisas?

assisti por 5 minutos a reprise de Os Mutantes.


fiquei mais burra.

Harry Potter

No final do ano passado, encomendei pela Amazon.com toda a coleção do Harry Potter em hardcover, e porque eles são muito bonzinhos e não queriam que a Tatiana pagasse rios de dinheiros em impostos, me mandaram os livros aos poucos ( o ultimo chegou um dia depois do Natal...)

Eis minha coleção hardcover do Harry Potter:


é, sem dúvida, a coleção mais bonita de livros que eu já tive na vida.

eu poderia passar horas só observando esses livros, mexendo nas jackets, vendo cada detalhe da edição....... (ai, ai, minha nerdice....)


O título dos livros e o nome da autora nas jackets ou skirts ou seja lá como as pessoas chamam essa "capinha", são em alto-relevo, alguns dourados, outros prateados, outros coloridos e brilhantes (não vai dar pra ver nas fotos...)



As hardcovers têem a lombada em tecido (um tecido grosso, não sei nomes de tecidos, minha gente...), e o restante da capa em papel trabalhado em losangos.


As contra-capas são de papel nobre colorido ( por exemplo, a do Sorcerer's Stone é verde musgo, o Chamber of Secrets é vermelho-vinho, e por aí vai...)


E o título dos livros nas lombadas são em dourado e imitam bordado.

Cada capítulo começa com uma ilustração fofa.

E tem essas estrelinhas fofas em todos os headings das páginas e perto da numeração, também.


O papel é daquele amarelinho (nunca lembro o nome...), grosso e os escritos são em fonte 12 com espaçamento duplo.


enfim, Harry Potter, nunca te li, sempre te amei.

Filmes que eu já devia ter visto 4: A Espinha do Diabo (El Espinazo del diablo) 2001

Eu gosto bastante do Guillermo del Toro (que eu tô sempre chamando de Benício, mas, ok).

Ele dirigiu o Labirinto do Fauno.

E produziu O Orfanato.

(e fez aqueles filmes do Hell Boy, lá, que eu nunca farei questão de ver)

E esse A Espinha do Diabo me escapou (sempre via pedaços na tevê a cabo, mas nunca peguei do começo e sempre pensava "preciso gravar esse filme pra ver depois...).

Considerações:

1) Filme de terror bom é filme espanhol.
2) Filme de terror bom é filme de fantasma.
3) Filme de terror bom é filme de terror com criancinhas.

Feitas as minhas excelentes considerações, vamos ao filme.

O filme, como o supracitado O Orfanato, também se passa num orfaato.

A partir da premissa de que a espinha do diabo, como é chamada uma má formação da coluna aparece em fetos que "não irão nascer", o filme conta a história de crianças abandonadas neste orfanato X (ou seja, crianças que não deveriam ter nascido...), durante a guerra civil espanhola e a impressão que se tem é que o filme é sobre as consequências da guerra até mesmo nessas pequenas comunidades (esse orfanato é no meio de um deserto, a kilometros de distancia do vilarejo mais próximo).

Um belo dia, Carlos, um menino duns 10 anos é deixado no orfanato pelo seu tutor. A turma dos meninos malvadões logo começam a encher o saco do garoto.
O orfanato é assombrado.
Os meninos chamam o fantasma de "aquele que suspira".
Tem um míssil cravado no meio do pátio (que foi atirado ali um ano antes pelos francos), desativado, mas que serve de alerta o tempo todo.

Os personagens adultos do filme são todos twisted (não só pela guerra mas pelas amarguras da vida quotidiana). Um conflito surge ao redor de barras de ouro que os funcionários guardam "para ajudar a causa". Os francos estão se aproximando do orfanato.
Certa noite esse garoto Carlos ouve o tal do suspiro, morre de medo, quebra uma jarra d´água e tem que ir buscar outra na cozinha.
No meio da noite.
Já falei que o lugar é assombrado?
Enfim, não vou contar o resto, mas o climão do filme é medonho, o fantasminha quando fala só diz que "muitos de vocês vão morrer".

Excelente filme - nem tanto pelo terrorzinho em si, mas mais pelo drama todo.
É um filme muito bonito. Pesado. Mas bonito.

Você sabia que os gêmeos do filme do facebook são o mesmo ator?

eu não sabia.

e o seu Ulisses, vai bem?

O meu vai. Tá bonito, tá pesado...

Livro mulherzinha-adolescente brasileiro: Fazendo meu filme

Eu sempre via esses librinhos na livraria na seção de livros teens e como achava as capas uma gracinha, vira e mexe eu me pegava lendo a contra-capa, a orelha, folheava e tal, mas pensava "nhá, passei da idade...".

Até que um dia encontrei o primeiro deles por 19 reais e falei, "quer saber?..." comprei o danado.

E li em 2 dias.
Porque eu tenho mais o que fazer, senão teria lido em uma tarde, numa tacada só.

Os livros da Paula Pimenta são uma delícia.
O pessoal dos blogs literários costuma comparar a escrita da PP com a da Meg Cabot (ídola da brasileira...) ,mãsss, como nunca li Meg Cabot, nem vou comentar.

Mas eu preciso fazer uma pergunta MUITO séria:

O pronome reflexivo caiu?

(digo, como os acentos em determinadas palavras caíram, e pá...)

Porque, Hello, Paula Pimenta e seus revisores,
"eu animei a ir ao cinema"
"eu assustei com aquilo"
"ela incomodou com mais aquilo"
"eu arrumei pra festa"
"eu impressionei com aquilo outro"
"ele preocupou"
"ela tranquilizou"

eu, como boa nerd da lingua portuguesa (e da inglesa, por profissão), "irritei" bastante com isso.

(e mais uma pá de erros crassos que nem vou colocar aqui, mas gente, vamos revisar esses librinhos direito pra proxima edição, sim?)

(e quem se ofender pela escritora e vier me dizer que eu também escrevo errado, lembro que não estou cobrando para que ninguém leia meu blog, sim? e digo mais - não sou daquelas pessoas que  "incomodam" ao serem corrigidas, so go ahead, make my day.)

Porque MÊO, é o pronome reflexivo, cara....
não dá pra ignorar.

Mas tá, fora isso, os librinhos são foférrimos.

Contam a história da Fani que oscila entre ser uma menina legal e engraçada e ser a criatura adolescente mais chata que já houve (mais do que a Bela do crepúsculo? simmmmmmmmmmmmmmm)
Bem como todo adolescente do universo, mesmo.

No primeiro livro, ela descobre que o melhor amigo é apaixonado por ela, e quando ela finalmente percebe que ela também é apaixonada pelo menino, ele já tá em outra.
Aí depois de toda a tracatinta do mundo (muitas vicissitudes da vida adolescente neste interim, minha gente...), eles finalmente se declaram um pro outro só que....

TÃN-tãn-tãããããnnnnnn

Ela tá no aeroporto indo passar um ano em intercambio na Inglaterra.

No segundo livro, Fanny está no intercambio sofrendo horrores a falta do "namorado", e como toda criatura muy inteligente do sexo feminino de sua idade, ela resolve que será uma excelente idéia não responder a nenhum dos e-mails que o rapaz apaixonado manda pra ela, não atende o telefone, e etc, porque senão, ela vai sofrer mais ainda...

(Sério, se eu tiver uma filha e ela tiver umas tiradas dessa, eu... nem sei, viu....)

Aí que o cara cansa, arruma uma outra namorada, as amigas da Fani contam pra ela, e ela arruma um namorado lindo-maravilhoso nas inglaterras.

E por aí vai, minha gente, mas a questã, é que a narraiva prende a tua atenção e vc quer desesperadamente saber o que vai acontecer em seguida.

E tem a sacanagem que a escritora faz em cada início de capítulo: Cada um deles começa com uma citação de um filme.

É sacanagem.

Porque eu gosto de citações de filme.

E aí que tá, eis o terceiro livro, que foi portanto o primeiro livro lido em 2011:

Nesse livro ela já voltou das inglaterras, já fez as pazes com o rapaz, tá gorda (engordou 11 kilos durante o intercambio) , e vai prestar vestibular no meio do ano (todos os amigos já estão na faculdade)

Ela quer ser cineasta, mas a mãe ( a criatura materna mais insuportável de toda a literatura ) quer que ela seja advogada.

O namorado tá com ciume doentio do ex-namorado das inglaterras.

O ex-namorado das inglaterras é agora um super-astro de hollywood que fica falando da Fani nas entrevistas que dá pra revista "Rostos" (ahm? ahm? sacou??)

E não posso contar o final porque, oi, muita gente reclama que eu conto finais de filmes/livros, então, mas só preciso dizer que a mala da Fani continua tendo idéias brilhantes que fodem com a vida das pessoas (e dela mesma)

E o livro tem um final surpreendente.

Sério.

Ainda bem que vai ter continuação, porque, olha, terminou pesado esse librinho, viu?

Bom, tô esperando o quarto livro.

(com pronomes reflexivos devidamente empregados, espero)

Em Cartaz: A Rede Social (The Social Network) - 2010

Taí um filme que me surpreendeu – uma surpresa boa dessa vez. Muito boa, por sinal.

Quando eu vi o trailer do social Network, com aquele coral cantando Creep do Radiohead, fiquei mais interessada pela produção em si do que pelo enredo – o filme conta a história de como o Facebook foi criado. E? É isso. Nem a chamada “Não se faz 500 milhões de amigos sem fazer alguns inimigos” me chamou mjuita atenção. E ainda tem o Justin (o Timberlake) no elenco. (eu ainda não vi o Alpha Dog, todo mundo diz que o filme é bom e que o rapaz manda bem, masss... tinha lá minhas dúvidas)

Bom, então tá, o filme é isso – é a história de como o Facebook foi inventado.

Baseado na biografia do Mark Z , um dos criadores, dirigido pelo David Fincher (Seven, Zodiac, Fight club), com trilha sonora do Trent Reznor do Nine Inch Nails e o ator principal é o menino do A Lula e a Baleia, que eu adoro.

Começou a ficar bom, não é mesmo?

*Spolier alert, talvez*

A história é mais ou menos o seguinte: o cara quer fazer alguma coisa pra chamar a atenção de um dos final clubs (esses clubes exclusivos que as faculdades americanas costumam ter), leva o pé na bnunda da namorada e cria na mesma noite um site que compara 2 fotos de meninas do campus (Hot or not?), e o site tem recorde de acessos naquela mesma noite, derruba o servidor da faculdade e chama a atenção de todo mundo. Aí ele consegue o que queria – chamar a atenção dos caras de um dos clubes. Esses mesmos caras tem uma ideia de criar uma rede social pro pessoal da Harvard, chamam o Mark pora ajudar e ele meio que surrupia a idéia – na verdade o que ele faz é melhorar bastante a idéia dos caras e junto com um amigo rico que vai bancando as despezas do novo site (e que por sinal é brasileiro...) ele cria o The Facebook, que meio que instantaneamente se torna uma rede social gigante, primeiro dentro de Harvard e depois pras outras universidades e, enfim, hoje tem Facebook aqui em Diadema... Os caras do final club que tinham pedido ajuda pro Mark então resolvem processá-lo. Nisso, o cara que tinha inventado o Napster (o Sean não-sei-das-quantas, aqui o Justin T.) que está procurando o que fazer vê no The Facebook uma excelente oportuniudade de ganhar um dinheirinho, sugere pros dois a retirada do ‘The” do nome do site e passa a fazer o Facebook gerar dinheiro.

Assim, MUITO dinheiro.

Só que... o brasileiro não está muito a fim de trabalhar com o cara do Napster (que é folgado pra caramba, Já chega meio que mandando no negócio todo, enfim...) e aí as coisas começam a degringolar.

O filme tem aquela atmosfera de campus de universidade que eu particularmente adoro (de filmes como Sociedade dos Poetas Mortos – ok, não era faculdade, era colégio, mas você entendeu...), a direção/ edição prende muito a atenção, e quando acabou, quase 2 horas depois eu pensei “ué, mas já?”.

Excelente.

*****

2011: primeiras impressões

2011 começou estranho.
Será que o ano todo vai ser estranho?
Espero que não.

**

Dormi no sofá da sala pra fazer companhia pro cão que morre de medo de fogos de artifício e acordei toda torta.

**

Fizemos salmão pro jantar ontem, não tive saco pra lavar a louça ontem e deixei pra hoje de manhã – erro gravíssimo...
Por que ninguém nunca me avisou que louça suja de peixe FEDE pra sempre?
Esfreguei a louça toda várias vezes, joguei fora o paninho que usei pra apoiar a louça na pia, esfreguei o fogão inteiro, colloquei todo o lixo pra fora e ainda sentia cheiro de peixe podre.
Tomei banho, troquei de roupa e , vamos ver, parece que o cheiro se foi....

**

Vi  vários documentários sobre as profecias de Nostradamus na tevê a cabo. Eu não posso ver essas coisas. Fico com a certeza de que o mundo vai acabar.
Mas passa. ;)

**

Feliz 2011!!!! ;)))

Filme que eu (talvez) já devia ter lido: O Diário da Princesa (The Princess diaries) - 2001

Será mesmo que eu já devia ter visto esse filme?

Tô na dúvida...

Anyway, quase 10 anos depois, eu resolver assistir esse filme (ando lendo uns chick flicks brasileiros em que a autora cita bastante esse filme (bem como os livros da Meg Cabot, que, vou te falar, nunca me interessei, mas quem sabe um dia...), então, eu decidi que, whattahell, vamo vê o filme...

Do que se trata: A Mia é uma menina comum, nerdona, que gosta de ser invisível, com pele ruim, naõ cuida dos cabelos e usa sapatos feios (pero confortáveis...).
Um belo dia, após o falecimento de seu velho pai, a avó paterna que ela nem conhecia vem visitá-la e ela descobre então que ela é na verdade a princesa herdeira de um reino X (inventado, obviamente) na Europa.
Aí, como não poderia deixar de ser, a menina sofre um extreme makeover, fica gata, arrasa corações na escola, causa inveja nas patricinhas, e se revolta porque todo o luxo de beleza a está transformando em alguém que ela não só não quer ser como repudia (oh! meudeus!!!!!!!!!!!!!!).
Aí ela renuncia o trono.
Mas não é só isso, ela meio que se arrepende depois de receber um diário do pai (er, tá, é um diário em branco pra ela usar, presente do pai, ficou claro, agora?) - com uma carta do pai que a convence de que, ai, que droga, eu sou uma princesa, mesmo, tenho que cuidar do meu povo.

Fim.

O que eu achei do filme: dispensável.

Era melhor ter ido ver o filme do Pelé.

Mas a Anne Hathaway é legal, então ela tá perdoada.

O que eu soube depois de ver o filme: que o livro aparentemente é bemmm diferente.
(I'll give it a try, later...)


2 estrelinhas, e olhe lá, tou sendo boazinha.

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