Control - 2008

por que mesmo eu ainda não tinha visto esse filme?



Retrato muito mais digno de Mr Curtis do que o feito no cansativo 24-hour-party-people.

Dirigido pelo Anton Corbjin, que nos anos 80/90 foi diretor de video clipes (e documentários) de bandas como Depeche Mode e U2...

O Joy Division nunca foi uma das minhas bandas preferidas.

A história do rapaz epilético dependente dos remédios que tomava
e que se matou depois de assistir Laranja Mecânica com as cordinhas do varal de casa
sempre me chamou mais atenção pelo macabro da coisa toda.

Sou fã, isso sim, e muito, do New Order.
E sempre achei que a história de transição da banda "eu me odeio muito, quero morrer agora" de Ian Curtis
pra banda ainda obscura e profunda porém com sonzinhos alegrinhos uma das hitórias mais bacanas da história do Rock.

Ian Curtis era único, suas letras também - pra que tentar imitá-lo pra sempre?

A transição do nome da banda também é bem sacada - "Joy Division" era a divisão dos campos de concentração pra onde iam as judias (e por que não os judeus?) jovens e bonitinhas para serviços sexuais pros naziastas gente-boua.

e "New Oder", bem, leia aqui, é o que os nazistas gostariam de ter feito (e ainda tem gente doida no mundo que leva isso a sério... é só ver este site...)

Mas a New Order, é a nova ordem - a banda se reorganizou - Bernard Sumner, guitarrista da Joy Division, que no início
de sua carreira como vocalista da banda forçava a voz pra soar como Mr Curtis, não poderia ter uma vozinha mais diferente da dele - é só ouvir Bizarre Love Triangle...

O filme me serviu pra conhecer Ian Curtis - eu não sabia quem ele era.

ouça Ceremony, na minha opinião, a melhor do Joy Division.
(ok,ok, eu também adoro "Love will tear us apart"...again...)

ps: Ceremony, (Letra do Ian Curtis, voz do Bernard Sumner - tá na coletânea póstuma Substance,
que é bem interessante; foi lançada logo após a morte dele e mostra a transição do som da banda- algumas músicas deixadas pelo Curtis, outras compostas já pela Nova Ordem ;)

New Order = AMOR!

e lá se vai a nuvem, lentamente...


e eis que o inacontecível aconteceu.
pres'tenção que raramente verás Tatiana repetir tal frase:

I LOVE my job.

*actually, I've always known that, eventually, I would come to this conclusion.

Antes tarde do que nunca :)

slogan do dia: Tatiana, depois de todos esses anos nesta indústria vital, ainda tem a capacidade de se auto-surpreender.

My first...

...my last...
my every-thing...

(mais um motivo pra gostar de Robert Downey Jr.)

eu devia estar contente...

... mas estou com a pulga atrás da orelha.

várias nuvenzinhas negras se agrupando, e tempestades se formando.
e aquela luzinha vermelha interna piscando e gritando "vai dar merda, vai...dar...merda."


eu ia adorar se as coisas fossem sempre zen.
e ando lendo medo e delírio, e achando que a vida seria uma graça se vivida do avesso.
mas tou do lado certo (normal?), e tenho olhos pra ver, ouvidos pra escutar, e boca pra ficar calada (coisa que estou tentando aprender, minha gente, faço força, até mordo a língua de vez em quando).

nessas horas, lembro de John.
o John do Ally McBeal.
John e seu sorriso forçado toda vez que alguém o apurrinhava.
a merda toda acontecendo, e John lá, sorrindo.
(e dando descarga com controle remoto antes de entrar no banheiro.
e dublando Barry White)
mestre Johhn.

slogan do dia: Tatiana, há 27 anos tentando aprender a dar descarga antes de entrar no banheiro.

olá, cabelo branco

como diria Morrissey, panic on the streets of London...

me recuso a manter um cabelo branco na minha cabeça aos 27 anos de idade...

it's TOO FREAKIN' SOON.

menos um!

Terminei de ler, então, o A Princesa Leal, sobre a Catarina de Aragão, primeira espuesa españuela del Henrico ochavo.
Achei, ó: bom.
assim, regular.
nada sensacional.
não mudou minha vida.
mas me acrescentou algumas coisas que por ver Tudors sem legenda, eu não sabia: par example, eu não sabia que ela tinha de fato "feito coisas" com o primeiro marido dela, o irmão Artur do Henrique VIII, e mentido ser ela virgem e ele impotente depois que o Artur morreu pra poder casar com o irmão mais novo.
fora isso, Catarina foi uma adolescente chata e convencida, comeu o pão que o diabo amassou quando o primeiro marido morreu, e virou uma rainha mais chata e convencida ainda.
chega a dar vontade de dizer "bem feito" por ter sido exilada depois do surgimento da Ana Bolena, hein.
O livro acaba depois que ela mesma, à frente do exército inglês, expulsa os escoceses da Inglaterra (e nesse ponto você finalmente fica achando que ela é de fato uma rainha fodona...), mas o último capítulo dá um pulo duns 20 anos e mostra uma carta dela contando como ela foi parar no exílio, depois de todas as tramóias de uma vida toda pra ser rainha e manter o trono - aí cê percebe que ela "si fú", que muito bem feito, e que mentira tem perna curta, e que what goes around comes around, e...
nota 2 e meio de 5.
ps: e minha saga em busca do término da pilha de livros por ler continua...

sérios problemas com gritos...

... principalemnte com os desnecessários.

ou vai ver é necessário; prefiro acreditar que sempre há um motivo excelente pra que alguém grite com você.
é bom ter motivo.
se não tem, pra quê gritar?
fico tensa, em estado de alerta, e esperando o próximo.

sabe a pessoa louca?
aquela que vive no mundo do Tim Burton - funny at times, but really, REALLY scary most of the time?
Temei.

e nem foi comigo, o grito.
fosse comigo, eu chorava.

Leiturinhas: Um Livro Por Dia

Este livro eu comprei por 3 motivos:
1) O título: eu ia adorar ser capaz de ler um livro por dia (sem contar que minha coleção de livros por-ler acabaria rapidinho;)
2) A capa: achei fofa.
3) A premissa: Um jornalista canadense que está fugindo (e só no meio do livro a gente sabe do quê exatamente a peesoa foge), vai parar em Paris, sem dinheiro, sem lenço, sem documento, não tem onde morar e descobre essa livraria, a Shakespeare & Co., onde jovens "escritores" podem "morar", desde que trabalhem na loja (sem salários, lógico, só com a caminha no meio dos livros pra passar as noites - em Paris. Acho justo), e leiam um livro por dia.
Aí o livro vai bem até certo ponto.
A gente descobre que não se trata das leituras que o cara fez durante sua estada na Shakespeare & Co.(aliás, ele só menciona que o certo seria ele ler um livro por dia pra poder ficar na livraria, mas é só - o título me enganou grandão.), e sim de como sua vida era miserável, de seus amores perdidos, das amizades que ele fez na livraria...
Tou deixando claro que o livro fica CHATO, assim, logo nas 20 primeiras páginas?
Mas serviu pra algumas coisas, tipo informações de como comer barato em Paris, e de como contrabandear bolsas Vitor Hugo para coreanos.
De zero a dez, vamos dar 6, vá, nem é tão ruim assim.
Mas ao contrário  do que o editor diz na contracapa, não é nem de longe "uma empolgante aventura literária à beira do Sena".
Tudo mentira.

"All the flame trees will blind the weary driver...

...and there's nothing left could set fire to this town.

There's no change, there's no pace,everything within this place
just makes it harder to believe...
she won't be around..."



Little Fish chegou aqui como "Sob o efeito da água".
Tem a Cate Blanchet, o Sam Neil, o Hugo Weaving (que é a cara do Sam Neil, sempre confundo - mas o Hugo é bem mais novo, então tendo os dois juntos, não confundo tanto...), e o Dustin Nguyen, que é aquele coreano do Anjos da Lei (very creepy como Johnny Depp e esse cara parecem que não envelhecem nunca...)
É um dos filmes mais bonitos e tristes da vida.
Conta a história de um grupo de ex-amigos que quando adolescentes, eram viciados em drogas, e foram separados com o tempo.
E eles se reeoncotram aos trinta e poucos, cada um com rumo de vida diferente - uns melhores, outros piores, alguns ainda na mesma, porém todos carregando as feridas daquela época.

Sempre que passa na tv a cabo eu vejo, mesmo que já esteja pela metade.
e fico dias cantarolando o refrãozinho do coro das crianças (*clique e veja, que eu tô mandando!)
(acho uma graça essas crianças cantando essa música de pós-pé-na-bunda ;)

essa "Flame Trees" é tipo uma "pais e filhos" da Austrália - um crássico dos anos 80.
mas a original do Cold Chiesel é bem breguitcha - acho mais bonita a versão da Sarah Blasko.


"all the flame trees will blind the weary driver..."

Oscar Wilde - Histórias de Fadas

Segundo livro finalizado no mês de agosto:

Histórias de Fadas é a comprovação de como Oscar Wilde era uma pessoa doente.
Pessoa "gênia", porém doente.
E não, não são historinhas fofas para crianças - a pesar de já ter visto alguns destes contos naqueles Livros das Virtudes...
Ãnfãn, trata-se de uma coletânea de contos com cara de contos de fada do inferno - TODOSSSS têem finais horríveis.

Não há esperança para a humanidade.

Chorei litros com  "O amigo dedicado" e "O rouxinol e a rosa", e fiquei bem deprimida por pelo menos uma meia hora após o tpermino da leitura de canda um dos outros contos.
(menos com o do foguete notável, que é bem chato - mas ok.)

Recomendado para ler na praia em dias ensolarados.

Leiturinhas: como acabar com a pilha de livros lidos pela metade

O marcador de página já está quase se tornando parte integrante do livro, praticamente grudado entre duas páginas, e você nem lembra mais em qual das duas você parou.
É nessa hora que você se dá conta de que comprou aquele livro há 2 anos atrás, começou a ler no ônibus de volta pra casa, e... sei lá, foi fazer a unha e nunca mais voltou.

Eu faço parte daquele grupo de compradores compulsivos de livros (conheço vários, e sempre fico feliz de saber que não sou a única louca).
Não posso entrar numa livraria - ou eu compro um livro, ou saio de lá com uma sensação de vazio... nas mãos, porém com  a certeza de que ainda tenho 60 reais no banco (porque livro é caro pra cacete, vamos combinar.)

Aí que eu não tenho tanto tempo pra ler quanto eu gostaria.
E quando tenho tempo, ou estou deprimida, vendo temporadas inteiras de seriados numa tacada só (de preferência no escuro - nem abro a janela do quarto nesses dias), ou estou caçando vídeos de futilidades desenfreadamente no youtube.
(futilidade é minha amiga.)
como diria James Hetfield - sad, but true.

Ma enfim, eu criei meu próprio mecanismo de autosabotagem no quesito compras de livros - tipo, entro na livraria cultura só pra usar o banheiro (looooou-ca.), e decidi que se tiver no mundo algum livro que eu NECESSITE ler, antes de adquirí-lo, tenho que terminar de ler 3 livros da pilha dos "por ler".

Então eu terminei 3 librinhos e comprei felizinha o librinho que estou lendo agora - tá alí do lado (lembrando que ainda estou com mania de Tudors).

O primeiro livro a ter sua leitura completada por mim, foi o "Breve História de Quase Tudo", dum cara chamado Bill Bryson.
Comprado no verão de 2005 (veja bem, 2005!!!), quando éramos todos jovens e felizes, este librinho, que na verdade é um librão com mais de 500 páginas, teve sua leitura interrompida umas... sei lá, 15 vezes ao longo desses 4 anos...
O livro na verdade é uma espécie de reportagem gigantesca que um jornalista bem humorado fez sobre a história do universo (?) quando se deu conta de que não sabia, assim na-da. Nada. Nada sobre nada.
Sabe aquele momento "só sei que nada sei"? Então. Ele despirocou e saiu pelo mundo à procura de especialistas pra responder perguntas básicas do tipo quem somos? de onde viemom? para onde vamos?
No fim das contas o livro virou um curso básico de ciências (no plural, mesmo - física, química, biologia, geologia, etc,etc...) para leigos.
Já falei que ele é bem humorado?
A leitura, apesar dos assuntos, é bem leve.
Recomendo.
observação: em um dado momento, quando do capítulo referente às águas, formação de oceanos, precipitações, e etc, o Seu Bryson me tirou uma dúvida cruel: sabe aquela expressão do inglês, "cloud 9"? usada pra coisas do tipo "She's very happy, she's on cloud 9"? ou se a pessoa está triste, se diz "she's fallen from cloud 9"?.
Então! Cloud 9 é o tipo de nuvem mais gordinha (sabe nimbus, cúmulus, etc? então, são 9 tipos de nuvens, e a cloud 9 é a nuvem mais legal, porque é a da certeza da chuva - e chuva pra quem é da agricultura é sempre legal.
ok.
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