I wanna be a star - don't wanna be a cleaning lady

esta é a Stevie Nicks.

sem ela não existiriam Madonna, Cindy Lauper, Kate Bush, Tori Amos, nem as cantorinhas irritantes de hoje em dia (lê-se Britney Spears e suas cópias igualmente ruins).

e o mais importante: sem ela pelo menos 5 das músicas mais bonitas já feitas pela humanidade não existiriam

ela começou a compor quando ganhou um violão de presente de aniversário, participava de bandas no colégio e no último ano conheceu o Lindsay Buckingham, que também compunha e tocava guitarra. foram morar juntos, eram garçons em dinners pés-de-chinelos e nos fins de semana ele tocava guitarra em bandas x enquanto ela fazia backing vocals.


em 72 eles gravaram o album Buckingham Nicks (que não sei por quê raios ainda não foi remasterizado e lançado em CD...) e saíram em turnê pra promovê-lo.
Não deu em nada...
ou, quase nada...


Os Fleetwood Mac vieram pra América em busca de novas sonoridades, I guess, e também pra fugir da fama de maluco do então internado Peter Green - bem normal, ele. (O Peter Green era colega de camisa de força do Syd Barret na mesma instituição. )
Eles ouviram o disco dos BN e quiseram contratar o Buckingham - ele era um excelente guitarrista.
O Buckingham então disse que só aceitaria entrar pro Fleetwood Mac se a Stevie fosse junto. ("We're a package deal").
Então eles aceitaram.


Então o Fleetwoos Mac finalmente tirou o pézinho da lama - com a voz rouquinha e as letras cheias de mensagens subliminares da Nicks, a banda ficou famosa não só nos States, como no mundo todo. E lá estava o Peter Green rasgando dinheiro no manicômio (literalmente. ele recebia royalties, será? o dinheiro x que lhe era devido por ser sócio fundador do Fleetwood Mac. e ele rasgava todos os chequinhos gordos que recebia...)


O Lindsay Buckingham largou a Stevie quando a banda começou a fazer muito sucesso e as grupies se amontoaram. Ela despirocou, ficou viciada em cocaína, teve vários relacionamento x (inclusive um com o próprio Mic Fleetwood...), casou com o marido da melhor amiga quando ela morreu de leucemia, descasou, e passou muito tempo com o Tom Petty, que a ajudou a alavancar uma carreira sólo.
Ela fez muito sucesso sólo no início dos anos 80 com discos baseados em grandes figuras femininas (inclusive as mitológicas. you've got to love her.).
Nunca mais se casou, nunca teve filhos. É "madrinha" de Tori Amos, Sheryl Crow e Sarah McLachlan (sempre ajuda essas moças com letras e melodias - what's not to love about her?)

.

Ela continua "na ativa", faz shows, acabou de gravar um CD e um DVD ao vivo com seus grandes sucessos, tá com 60 anos e continua linda de doer, e continua no Fleetwood Mac.

e Sara é a mais bonita de todas as músicas dela.

tem que ouvir.

and there's a heartbeat that never really dies; all I ever wanted was to know that you were dreaming...

Intrigas de Estado (State of play)


ãhm... cinema, então. solução pro feriadão.

então, apesar de ter a fofa Rachael McAdams, Ben Affleck, Robin Wright Penn, Jason Bateman, Jeff Daniels e o stalker louquinho do Dr. House na quarta temporada, é um filme do Russell Crowe e da Helen Mirren.
(Dava pra fazer o filme inteiro só com os dois, foi o que eu quis dizer. Os dois estão ótimos no filme, foi o que eu quis dizer.)

O filme é excelente; várias reviravoltinhas, surpresinhas durante o filme, cenas e diálogos bem bolados, e um Russell Crowe gordo que dá gosto (nhé, pra quê ficar malhando? não vai mais fazer papel de galã, mesmo, might as well ganhar uns quilinhos e virar um ator bonachão. [acho que eu nunca tinha escrito essa palavra antes...])

nota 9,5.

ps: just wondering... quantas reencarnações a pessoa precisa ter pra nascer com a cara da Robin Wright Penn?...

Lucy & Linus


minuto mulherzinha

saí mais cedo do trabalho hoje.

e fui comprar condicionador.
eu só queria um condicionador.

era entrar na loja, pegar o condicionador (eu já sabia o que eu queria e onde ele estava - era só chegar e pimba).

mas não.

tinha lá um representante da Celso Kamura.

e eu não sei despistar vendedores.

eu gosto de me virar sozinha dentro das lojas sabe? e fico feliz quando respondo "estou só dando uma olhada" e a pessoa respeita e dá espaço.
porque tem uns que grudam.

a lojinha fica na liberdade, e tem uma entrada onde ficam as maquilagens e logo adiante tem uma escadinha que dá para os shampoos / condicionadores / creminhos em geral.

fui interpelada pelo Celso Kamura boy no meio da escada.

- oi, posso ajudar?
- er... não, obrigada, estou dando uma olhada.
- mas tá procurando alguma coisa específica?
- er... (*subindo mais um degrauzinho, esperando em cristo que aquela pessoa não me seguisse)
- deixa eu "ver" teu cabelo (e pega no cabelo. quero morrer). tem tintura?
- não, não. é assim mesmo. (?)
- e a raíz é oleozinha, né? (e faz cara de nojinho. isso, me chama de porca que eu adoro.)
- sim. +_+ (a essa altura, quero ver até onde vai)
- mas você vê que seu cabelo tem umas "nuanças" naturais, né? meio aloirado. então toma esse aqui (e me entrega um shampoo pra cabelo loiro).
- er, mas não sou loira.
- é sim, teu cabelo é "loiro-escuro-acinzentado-do-raio-que-os-parta". leva esse que é ótimo!
- * não respondo, pego o shampoo. penso "vou subir a escadinha, pegar o que eu quiser e largar esse shampoo numa prateleira qualquer. e vou saindo*
- mas vem cá, como é que você lava o cabelo?
- ãhm... passo o shampoo e lavo.
- *risada alta-escandalosa* Tem que passar o xampu e deixar agindo por zémersss minutos. aí você enxágua.
- certo. e passo condiocionador.
- nananina-não. com esse xampu-sensacional do Celso Kamura você não precisa de condicionador. você enxágua os cabelos e passa o super leave-in-sérum-silicone-maravilha-de-mamãe e leva o dito na bolsa e retoca quantas vezes vc quiser ao dia.
- * ele pega o tal do silicone e passa no meu cabelo. kill me now. * , você vai ver que todo esse embaraçado vai sumir! (tô adorando tu me chamando de desgrenhada.)

[pausa]

e não é que o tal do silicone É sensacional?

- okei, levarei o silicone.
- mas tem que levar o xampu também! e veja só que maravilha, temos a linha completa do Celso Kamura!
- *a essa altura eu já devia estar revirando os olhos estilo convulsão, porque tava com muita pressa, muita vontade de fazer xixi, muuuuita vontade de sair dalí e se ele começasse a me mostrar cada um dos produtos do Celso Kamura eu não responderia por mim, mas okei, ele captou e eu fui pro caixa.*

e não comprei o condicionador. +_+

resultado: entrei na Ikesaki e comprei o que, o que, O QUÊ???
o condicionador para cabelos loiros do Celso Kamura.
pra fazer o conjuntinho, cê sabe.

experimentei assim que cheguei em casa, e...

olha, o negócio é bom, mesmo.
o cheirinho é uma delícia.
e o siliconezitcho é altamente recomendável.

hum... nostalgia, I guess...

então essa semana eu encontrei um caderno perdido na minha sala do colégio x em que dou aula e não sei explicar por quê, mas em vez de levar o dito pro achados e perdidos, trouxe o caderno pra casa...é o caderno de matemática e história de uma menina da sétima série.

o que me chamou a atenção foram os desenhos:

baseados em mangás

e as declaraçõezinas de amor (?)...

além de uma seção diarinho onde a mocinha fala da relação com a mãe (e que vac@, a mãe...), e com o namoradinho emo.

tudo mentira Rafa, não acredita não.

assim que a coisa cair na mesmice e que você não mais fazer tudo o que ele espera de você, vai te machucar alucinadamente. as pessoas SÃO egoístas assim. quando as coisas não estão mais boas pra elas, elas vão dar um jeito de estragar o que está bom pra você.


e tem também os poeminhas...
e aí que me deu uma baita saudade do tempo em que rabiscar cadernos era mais legal do que copiar lição da lousa, em que ter paixonites platônicas por meninos fofos era mais legal do que dar a cara a tapa pra quem quiser pisar em cima da gente, em que poeminhas (ou letras da legião urbana, no meu caso...) faziam todo o sentido do mundo e definiam a gente.
ai,ai, meus treze aninhos...
Raffaelle, devolverei seu caderno assim que...
...sei lá.

música da madrugada


porque quem acorda às 4 da madrugada tende a ver coisas boas na MTV.

tem que ouvir até o finalzinho, que vai ficando melhor.

Eye of the Devil (1966)


Aí eu fui alí no google pra conferir se o nome do filme em portuga seria "O olho do diabo", mesmo, mas descobri que não - O Olho do Diabo é um filme de Bergman (que já está alí sendo baixado diretamente do meu amigo Torrentz)

Então ficamos assim: não sei o nome do filme em português, tá?
(será que dá pra achar no imdb?...hm...)

O diretor de la película é um rapaz chamado J. Lee Thompson, que dentre otras cositas fez o original Cabo do Medo. Não, ele não era pouca porcaria.

(e, olha só que coisa, a abertura desse filme lembra o Bergman...hm...)

Bom, então, o filme: Um casal de aristocratas que moram em Londres. Já por volta de seus quarenta anos. 2 filhos pequenos (um casal). O marido é dono, veja só você, dum castelo no sul da França. Um belo dia, ele é chamado pra ir até lá devido a uma seca que assola a população.
Chegando lá, o povoado é muito sinistro.
eles tem lá um clero meu satanista que adora o tal do olho do diabo.

eles vivem ainda sob costumes medievais - pra tratar da seca, eles precisam fazer um sacrifício (do primogênito da família, of course.)

temos a Deborah Kerr no papel da mãe da família, desconfiada de que o marido exalta o demo, temos aquele moço do Blow Out, mas quem rouba a cena é uma absurdamente linda Sharon Tate em seu papel de estréia.

o melhor do filme é sua atmosfera (e os personagens nem têem muitas coisas pra serem ditas).
vale a pena ver.
* quatro estrelinhas *

*não lembro onde coloquei meu arquivo com as estrelinhas...tsc...





fotos:

















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vários filmes pra resenhar por aqui.

várias coisas velhas.

vários Polanskis e Sharon Tates (um dia a mania passa).
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