abertura do Persona

Então, depois de ver o Persona, entendi porquê o Woody não quis entrar no cinema atrasado 2 minutos (porque ele perderia a abertura do filme...) e preferiu ir ver um documentário nazista de 4 horas de duração, no Annie Hall ...

vide link com videozinho da abertura do filme:

[medo]

Persona (meu novo filme preferido)

Ingmar Bergman, 1966

"Pensa que não entendo?

O inútil sonho de ser. Não parecer, mas ser.
Estar alerta em todos os momentos.

A luta: o que você é com os outros e o que você realmente é.

Um sentimento de vertigem e a constante fome de finalmente ser exposta.
Ser vista por dentro, cortada, até mesmo eliminada.

Cada tom de voz, uma mentira.
Cada gesto, falso.
Cada sorriso, uma careta.

Cometer suicídio?
Nem pensar.
Você não faz coisas desse gênero.
Mas pode se recusar a se mover e ficar em silêncio.
Então, pelo menos, não está mentindo.

Você pode se fechar, se fechar para o mundo.
Então não tem que interpretar papéis, fazer caras, gestos falsos.

Acreditaria que sim...

Mas a realidade é diabólica.
Seu esconderijo não é à prova d´água.
A vida engana em todos os aspectos."

O tempo ímpar irregular

A chuva cai pesada lá fora – e dou graças a deus por ter ficado só mais cinco minutinhos na cama e ter caído no sono de novo...

Sempre gostei de chuva – mas hoje em dia, dias chuvosos têm outra conotação.

Eu = Madame Mim

E aquele doritos com coca cola antes de dormir não fez nada bem.
Mylanta plus é rei.
[auto-suicídio]~

...

“Depois de ter sido condicionada na infância a uma terra do nunca cheia de magia, de fadas e donzelas virginais, de princesinhas e seus roseirais, de ursos comoventes e asnos Eyore, da vida personalizada, como os pagãos amavam, da varinha de condão, das ilustrações impecáveis – a linda menina de cabelos escuros (que era você) voando pelo céu noturno da caixa da caixa de costura da mãe no caminho feito de estrelas, - - de Griselda em seu manto de plumas, caminhando descalça com o Cuco no mundo dos mandarins fazendo mesuras, iluminados por lanternas, - - de Delícia em seu jardim florido com as fadas das flores de pernas esguias, -- do Hobbit e dos anões usando cintos de ouro e capuzes azuis e roxos, tomando cerveja e cantando sobre dragões nas cavernas do vale - - - - tudo isso eu sabia e sentia, e acreditava. Tudo isso era minha vida quando eu era pequena. Sair daí para a realidade do mundo “adulto”. Sentir a pele tenra dos dedos infantis engrossar; sentir os órgãos sexuais se desenvolverem e o chamado intenso da carne; adquirir consciência da escola, exames (as próprias palavras desagradáveis como o som do giz a riscar o quadro-negro), pão com manteiga, casamento, sexo, compatibilidade, guerra, economia, morte e ego. Mas que patética obliteração da beleza e realidade da infância. Sem querer ser sentimental, como pareço, mas por que diabos fomos condicionados ao morango-com-chantilly do mundo-da-Mamãe-Gansa, à fábula de Alice-no-País-das-Maravilhas, para sofrer o trauma na carne ao crescermos, tomando consciência de nós como indivíduos cheios de responsabilidades maçantes na vida?” (Sylvia Plath)

Dear Frankie

(Dear Frankie)

História do menino surdo cuja mãe mente sobre o pai dizendo que ele é um marinheiro bacana. O menino vive escrevendo cartas pro "pai" que a mãe mesma responde - e ele cresce achando que o pai é um cara bacana. Até que um dia, um garoto pentelho da escolha aposta com o menino que o pai dele não viria visitá-lo em uma semana. O menino escreve pro "pai" contado sobre a aposta. A mãe resolve tomar uma medida bem pouco católica - contrata um "estranho" para fazer de conta que é o pai dele. e por aí vai um dos filmes mais fofos dos ultimos tempos.

O sr Butler aparece nos crétidos como "The Stranger" - só no final, depois do estranho ter ido embora, a gente fica sabendo que ele é irmão da amiga da mãe do menino. E a Emily Mortimer é uma fofa.

*nota:

eu tentei, juro que tentei assistir sem legenda - mas não deu, não consigo entender sotaque escocês de jeeeito nenhum. é muito difícil. além da batata habitual na boca, eles não estão nem aí pra compreensão alheia. falam mesmo. sem pausar. haja.

O Terceiro Olho

(The I inside)

por que eu tenho a impressão de que esse título em português está completamente equivocado?...



bom, o filme é sobre o inferno da repetição - nosso amigo Ryan morre após um acidente de carro e sem saber o que está acontecendo fica tentando achar achar soluções - volta ao passado, tenta concertar algumas coisas, vê que não dá certo, volta ao passado de novo, mexe mais alguns pauzinhos; os personagens se embaralham - a infermeira aparece como esposa dele certa feita. Tenta matar o irmão (o doutor Wilson) e se livrar do corpo - se arrepende, volta atrás e tenta salvar o irmão, e assim vai o filme, nesse vai e vem até que ele percebe que está mortinho da silva.


Seria bom se não fosse ruim.

...

I wish I had a river I could skate away on....

The Phantom of the Opera

muito bom.

O Fantasma da Ópera

(The Phantom of the Opera)

Sabe aquele filme que quando foi lançado você torceu o nariz até envergar, leu em algum lugar que os atores eram péssimos e acreditou, quando ficou sabendo que era musical soltou um *tsc* e pensou "lá vem Chicago" (porque Chicago até então tinha sido o pior filme da vida da pessoa, culminando num horror crescente por musicais que teve seu estopim ao assistir Funny Face (Cinderela em Paris, acho...) ...

Então...

Eu assisti o Fantasma da Opera versão Joel Schumacher.

E é uma coisa linda. Surpreendentemente espetacular. Cenários, cançãs, elenco... não tem como não assistir de boca aberta.

Do elenco, só reconheci Minnie Driver, num papel cômico (e não é que Minnie Driver sabe ser engraçada?... mais ou menos?... e canta?... não nas cenas de ópera - inclusive ela foi a única que precisou dublar, mas a música final enquanto sobem os créditos "Learn to be lonely" é ela quem canta. E bonitinho.) e a Miranda Richardson, que sempre vejo nuns filmes por aí.

Bom, já os protagonistas... a mocinha da estória é Emmy Rossum (filha assassinada do Sean Penn naquele filme Sobre meninos e Lobos) que canta bem, viu - baixei as musicas do msuical da Brodway com a Sarah Brightman e, meudeus, eu esperava mais da Sarah... enfim, sabemos que dona Emmy agora é cantora, tá? Lançou CD esse ano, e tudo. Não ouvi, nem pretendo, mas...

Já o fantasmão, que djisus, onde foram arrumar um homem com uma voz dauqela pra ser protagonista do fantasma da ópr...bom, enfim, mas que fantasma é aquele! Só vendo... e o imdb , como mãe que é, mostra que o cara já fez coisas ruins demais, tipo Drácula 2000 e aquele segundo filme da Tomb Raider, mas perdoamos quando ficamos sabendo mais tarde que trata-se de Leonidas! Oras... Aí dá pra entender que aquela criatura máscula que grita o filme inteiro coisas do tipo "Tonight we dinne in hell!!" não vai, ah!, mas não vai conseguir cantar "All I ask of you"...

(alguém aí lembra da versão de Emílio Nascimento e Verônica Sabino? "Tudo que se quer"? hein?)

Mas, enfim, Gerard Butler é o cara.

Já o amorzinho da mocinha é o Patrick Wilson, que só depois de visto sem cabelos longos e sedosos descobrimos ser o advogado desempregado sustentado pela esposa que não passou no exame da ordem por que não teve tempo de estudar, já que estava "aprontando" com a Kate Winslet no Little Children (Pecados Íntimos). E o moço canta! Acho que é o único do filme todo de quem dá pra dizer isso sem dúvida...

nesse videozinho aqui dá pra perceber que o rapaz é bom e que a Emmy Russom é meia-boca...:

http://www.youtube.com/watch?v=syzFNguIUsM

Funny Gerry (os escoceses são sempre muito melhores):

http://www.youtube.com/watch?v=f7mMnfG2Wmw

http://www.youtube.com/watch?v=PMzID3XSyE8&mode=related&search=

http://www.youtube.com/watch?v=hRSLbxUWz8I&mode=related&search=

http://www.youtube.com/watch?v=6Ez02pLkoIg&mode=related&search=

Crimes e Pecados

(Crimes and Misdemeanors)

"Durante toda a nossa vida, enfrentamos decisões penosas, escolhas morais. Algumas delas têm grande peso. A maioria não tem tanto valor assim.
Mas definimos a nós mesmos pelas escolhas que fizemos.
Na verdade, somos feitos da soma total das nossas escolhas.
Tudo se dá de maneira imprevisível, tão injusta que a felicidade humana não parece ter sido incluída no projeto da Criação.
Somos nós, com nossa capacidade de amar, que atribuímos um sentido a um universo indiferente.
Assim mesmo, a maioria dos seres humanos parece ter a habilidade de continuar lutando, e até de encontrar prazer nas coisas simples como sua família, seu trabalho, e na esperança de que as futuras gerações alcancem uma compreensão maior."

Farenheit 451

(Farenheit 451)

Excelente adaptaçaõ para o cinema de Truffaut para o livro homônimo de Ray Bradbury.

E se, no futuro, fosse proibido ler e os bombeiros só existisse para queimar livros?

*notas:

- na primeira fogueirinha de livros que o filme mostra, o primeiro livro do monte é "O retrato de Dorian Gray"

- o primeiro livro que o personagem principal, um bombeiro, lê na vida é o David Copperfield de Charles Dickens (tinha que ser...)

- quando invadem a casa dele para queimar-lhe os livros, tenta salvar um livrinho lá, mata pelo livrinho, e mais pro final, quando ele encontra as "book-people" ficamos sabendo que o livrinho é, nada mais nada menos que "Histórias extraordinárias de Edgar Allan Poe! eu também mataria pra ter minhas histórias extraordinárias, acho... (já falei que tenho problemas de identificação com personagens principais?...então...)

- se eu tivesse que escolher um livro pra ser, eu seria Mrs Dallaway

Ghost World - Aprendendo a viver

(Ghost World)

Filminho muito bacana com a Thora Birch e a Scarlett Johansson sobre duas amigas esquisitas que terminam o colégio e seus planos (ou não) pro futuro.

A cara do filme é de história em quadrinhos (me lembrou o American Splendor).

A participação de Mr. Pìnk (jamais decorarei o nome dele), é excelente.

O Enigma de Kaspar Hauser

(Jeder für sich und Gott gegen alle)


Ao pé da letra, algo do tipo "Cada um por si e Deus por todos"...

Este foi o filme da oficina de cinema do ultimo sábado. Acabou tarde, então não fiquei pra ouri a explicação do filme, mas enfim...
O filme conta a história de Kaspar Hauser, criança abandonada envolta em mistério, encontrada numa praça num vilarejo da Alemanha em 1828.

Uma coisa meio Mito da Caverna - Ele passou os primeiros anos de sua vida aprisionado numa cela, não tendo contato verbal com nenhuma outra pessoa, portanto não sabia falar. Porém, logo lhe foram ensinadas as primeiras palavras e com o seu posterior contato com a sociedade ele pôde paulatinamente aprender a falar, da mesma maneira que uma criança o faz. A sua exclusão social não o privou apenas da fala, mas de uma série de raciocínios e idéias, como por exemplo, o fato de Kaspar não conseguir diferenciar sonhos e realidade durante o período que passou aprisionado.

Quando foi encontrado na praça, Kaspar contava apenas com uma carta endereçada a um capitão da cidade, explicando parte de sua história, um pequeno livro de orações, entre outras coisas que indicavam que ele provavelmente pertencia a uma família nobre.

Devido aos anos de reclusão, obteve um desenvolvimento do lado direito cérebro bastante maior que o do esquerdo, o que teóricamente lhe proporcionou avanços consideráveis no campo da música.

Quando seu vocabulário aumentou o suficiente, ele escreveu suas memórias que mais tardes foram publicadas.

Hauser foi assassinado em 1833 e nunca se soube por quê ou quem.

Seu epitáfio: 'Here lies Kaspar Hauser, riddle of his time. His birth was unknown, his death mysterious.'

de: The Unsolved Mystery of Kaspar Hauser - Wild Child of Europe

*notas:
- As conclusões que Kasper tira sobre as coisas que o rodeiam são ótimas
- O personagem do escrevente que o segue para relatar tudo o que se passa é excelente.

Passando dos limites

(Noise)

Pronto, descobri o pior filme de todos os tempos.

O filme é sobre um cara que se estressa com o barulho de Nova Yorque (especialmente com os alarmes de carros), e sai por aí destruindo os carros que disparam alarmes. Mais tarde ele passa a destruir alarmes de lojas, também.

Tim Robins de galã da mulherada tá simplesmente ridículo. O roteiro é fraco, as piadas (sim, pois é comédia!) são simplesmente imbecis, o elenco é péssimo.. .aff... ruim demais...

fica a não-dica.

Quebra de confiança

(Breach)

Tá escrito aqui que é baseado em fatos reais...

Então. Ryan Phillippe, Laura Linney, Chris Cooper. Tem até a fofa Caroline Dhavernas, do Waterfalls.

A história é a seguinte: Agente superfodão do FBI, suspeito de traição está para se aposentar; rapaz superpromissor wanna-be-special-agent se disfarça de secretário e amigão do cara para pegá-lo com a boca na botija.

O filme é bom, o enredo é muito bom - mas tô com a impressão de que eu já tinha visto isso antes em algum lugar...

Despertar de uma paixão

(The painted veil)

Daqueles filmes baseados em livros que ninguém leu...

A produção é assinada por Edward Norton e Naomi Watts, que por um acaso são o leading couple.

A história é a seguinte: moço nerd se apaixona por moça moderna nos anos 20. Os dois se casam. Ela o trai. Ele, microbiologista que é, vai como voluntário para um povoado da China em plena epidemia de cólera e leva a mocinha, as a punishment. Ela descobre que no fundo ele é um cara legal e se apaixona. Os dois ficam bem, cuidando juntos do povo necessitado e tal. Ela descobre que tá grávida, porém não sabe direito quem é o pai. Ele aceita. Ele contrai cólera (será o verbo esse mesmo?hum). Ele morre. Ela volta pra Londres.

Drama bonito e bem contado, porém com trilha sonora irritante.

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